Zuckerberg: ambição bem-vinda

Curar e prevenir as principais doenças do mundo até o fim do século. Soa impossível? Pois este é o objetivo de Mark Zuckerberg. Ao lado da esposa, a pediatra Priscilla Chan, o fundador do Facebook anunciou na quarta-feira 21 que doará 3 bilhões de dólares a pesquisas médicas ao redor do mundo. Meses atrás, o fundador da Microsoft, Bill Gates, também doou 3,6 bilhões de dólares para que sua fundação ajude no combate à malária, tuberculose e Aids. É quase 10% dos 32 bilhões que constituem o orçamento total do US National Institutes of Health, agência do Departamento de Saúde americano responsável por pesquisas biomédicas.

Zuckerberg e Gates não são os únicos bilionários da tecnologia a cultivar metas ambiciosas fora de seus negócios. Tentando incentivar a humanidade a pensar a longo prazo, Jeff Bezos gastou 42 milhões de dólares para construir, no Texas, um “Relógio de 10.000 anos”. O monumento marca cada aniversário de anos, décadas, séculos e milênios – para o fundador da Amazon, símbolos como esses podem ser “muito poderosos”.

Outro que vem se aventurando na saúde é o Google, que deseja nos levar a nada menos que a vida eterna. Em 2013, o fundador da empresa, Sergey Brin, anunciou a Calico, uma empresa de biotecnologia cujas pesquisas querem prevenir o envelhecimento. O avanço das impressoras 3D e a manipulação de células tronco, por exemplo, podem permitir a criação dos órgãos que substituirão os originais envelhecidos.

Fundador da montadora de carros elétricos Tesla, Elon Musk quer usar sua empresa de transporte espacial, a SpaceX, para colonizar Marte. Musk pretende ele mesmo embarcar na primeira viagem para lá, em 2024.

Para quem já revolucionou de muitas formas o mundo em que vivemos, os limites parecem não existir. Se eles vão chegar lá, é impossível dizer. Mas que o mundo precisa de visionários sonhadores, precisa.