WhatsApp limita reenvios de mensagens a cinco contatos

Com 1,5 bilhão de usuários, o aplicativo para Android e iPhone tenta minimizar problemas de disseminação de notícias falsas e boatos

São Paulo – A partir desta semana, o WhatsApp limita globalmente de 20 para cinco o número de contatos por vez para o reenvio de mensagens. A medida visa combater a disseminação de boatos e de informações falsas no aplicativo, de acordo com a empresa.

“O WhatsApp avaliou com cuidado esse teste [de limite de encaminhamento] e ouviu o feedback dos usuários durante o período de seis meses. O limite de encaminhamento reduziu significantemente o encaminhamento de mensagens no mundo todo. Começando hoje, todos os usuários da última versão do WhatsApp podem encaminhar apenas cinco mensagens por vez, o que vai ajudar a manter o WhatsApp focado em mensagens privadas com contatos próximos. Continuaremos a ouvir o retorno de nossos usuários sobre sua experiência no app, e com o tempo, procuramos novas maneiras de endereçar a questão do conteúdo viral”, informou, em nota a EXAME, o WhatsApp.

O limite de encaminhamento de mensagens já estava em funcionamento na Índia, desde de julho de 2018. O aplicativo teve problemas de propagação de boatos que levaram a assassinatos no país. O recurso também estava em teste nas versões preliminares do app para Android ao longo dos últimos meses.

Uma atualização gratuita do aplicativo trará o novo limite para smartphones Android (que receberão a novidade primeiro) e iPhones. A medida é válida para textos, anexos, vídeos, fotos e áudios.

Pela natureza de comunicação protegida por criptografia, uma codificação inquebrável, o WhatsApp impede que o conteúdo seja analisado por especialistas, como acontece nas redes sociais Facebook ou Twitter–onde parte do conteúdo é público. Se isso favorece a propagação de notícias falsas, também garante que as pessoas possam se comunicar de forma livre, privada e sem interceptação de conversas.

A nova limitação de reenvio de mensagens é mais um recurso que deve ajudar o aplicativo a deixar de ser uma forma de realizar marketing político, o que aconteceu durante a última eleição presidencial no Brasil–contendo não só informações verdadeiras, como também notícias falsas.