Voluntários online mapeiam Filipinas após tufão Haiyan

Mais de 700 colaboradores já usaram o OpenStreetMaps para reconstruir os mapas de região destruída

Mais de 700 voluntários já colaboraram no remapeamento da região das Filipinas, devastada pelo tufão Haiyan nesta última semana. O objetivo é fornecer às equipes de resgate mapas de alta qualidade, que ajudem nas operações.

Os colaboradores utilizaram o OpenStreetMap para fazer, até agora, mais de 1,5 milhão de mudanças nos guias. Segundo o The Guardian, o trabalho é todo coordenado pelo grupo Humanitarian OpenStreeMap (HOT, na sigla em inglês), que fornece, em um gerenciador de tarefas, uma lista de atualizações a serem feitas. Interessados, aliás, podem se cadastrar.

A maior parte das mudanças já feitas foram no traçado das ruas, avenidas e outras vias, e essas alterações continuam na maioria das tarefas solicitadas. Os pedidos normalmente incluem fotos de satélite, de forma a permitir que os colaboradores possam fazer o serviço de casa. O mais complexo, por exemplo, pede para que usuários mapeiem a cidade de Roxas – uma região consideravelmente grande – na situação atual.

Cada tarefa listada mostra quantas pessoas estão trabalhando nela e o porcentual completo – no exemplo citado, 20 pessoas estão se dividindo no remapeamento, que estava 40% feito até o momento da postagem desta notícia. E, claro, além do redesenho das vias, os colaboradores ainda podem indicar o estado das construções (destruída ou danificada), o que pode facilitar ainda mais o trabalho das equipes de resgate.

Mapas colaborativos – As atividades do HOT, no entanto, não começaram com o tufão nas Filipinas. De acordo com o Guardian, os colaboradores foram também os responsáveis pelo mapeamento de Porto Príncipe, no Haiti, destruída após um terremoto em 2010. O trabalho foi essencial para ajudar a Cruz Vermelha no atendimento médico no local, e se repete no país asiático.

O Humanitarian OpenStreetMaps Team também está traçando mapas para a região de Uttarakhand, na Índia (devastada por enchentes no meio de 2013), do Mali (guerra civil desde 2012) e da República Centro-Africana (conflitos entre 2012 e 2013), entre outros.

Clique para abrir o link no navegador