Victor Hugo, um dos maiores escritores, ganha homenagem do Google

O doodle, em comemoração à publicação do último capítulo de “Os Miseráveis”, obra prima de Victor Hugo, retrata personagens de seus livros e de sua vida

São Paulo – O autor francês Victor Hugo, considerado por muitos um dos maiores escritores do mundo, ganhou uma homenagem nesta sexta-feira na página inicial do Google. O doodle, em comemoração à publicação do último capítulo de “Os Miseráveis”, sua obra prima, retrata alguns personagens de seus livros e de sua vida.

Entre as personalidades de suas obras, estão o corcunda Quasimodo e a cigana Esmeralda, de “Notre-Dame de Paris”, além do menino de rua Gavroche e Cosette, a menina que foi “adotada” por Jean Valjean, todos eles de “Os Miseráveis”.

Há também uma menção a sua coleção de poemas, “As Contemplações”, e ao período do exílio em que o escritor viveu em Guernsey por 15 anos, devido a suas opiniões políticas liberais e republicanas, além de seu ativismo contra a pena de morte.

Antes mesmo de atingir os 30 anos, Victor Hugo, nascido em 1802, já era um poeta conhecido nos círculos literários de Paris, profundamente influenciado pelo Romantismo em voga no século 19.

É com a publicação de “Notre-Dame de Paris”, em 1831, que Hugo atinge o reconhecimento na literatura. A obra foi traduzida para vários idiomas e a catedral, que era bastante negligenciada, foi restaurada e preservada.

Por volta dessa época, Victor Hugo começou a trabalhar na sua obra máxima, que só começou a ser publicada na década de 60.  A novela “Os Miseráveis” conta a história de Jean Valjean, um homem que, por roubar um pão, é condenado a trabalhos forçados e que tenta se reintegrar na sociedade após cumprir a pena.

Apesar de as críticas da época atacarem uma certa “ingenuidade” da novela, “Os Miseráveis” ainda é um retrato importante de um período turbulento e fascinante da história da França, além de ter sido um sucesso de público na época.

Victor Hugo, que ainda publicou depois os “Trabalhadores do Mar” e “O Homem que Ri” e outras coleções de poesias, é homenageado nas ruas, parques, trilhas e estatuas na maioria das grandes cidades francesas. O Google diz que o doodle tem a intenção de integra-se a essas homenagens.

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  1. Victor Hugo
    Victor Hugo, grande nome da literatura francesa, nasceu em 1802 e veio a desencarnar em 1885, com 83 anos de idade. Escreveu 22 livros de poesias, até hoje recitadas pelos franceses e ensinadas nas escolas; 08 romances, dentre os quais os memoráveis “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre-Dame”, ambos com incontáveis adaptações para o cinema e o teatro; 14 peças de teatro, sendo que várias delas não param de ser encenadas; mais 15 volumes de prosa em não-ficção, ensaios, diários, artigos políticos, entre outros.

    Conhecido por seu devotamento às causas sociais , fosse em seus discursos ou nas obras literárias, levou-o a defender a paz universal, os direitos das crianças e dos homens, a aboliçao da pena de morte e o progresso social.
    A crença em Deus é uma constante em seu pensamento. Para ele, não havia espaço para a fé cega, mas para o exercício do pensamento, da dúvida, da razão: “Deus é o astro de amor brilhando no infinito e visível pelos olho da alma.”

    Victor Hugo foi um dos precursores do Espiritismo na França. Seu contato inicial com fenômenos mediúnicos foi em 1853, antes mesmo de Allan Kardec, quando, durante um exílio em Jersey junto com sua família, pode observar as chamadas “mesas girantes” nas reuniões de Madame Emile de Girardin. Inclusive, no item 144 do livro dos Médiuns o próprio Kardec homenageia esta precursora, chamando tal fenômeno de “mesas Giradin.”

    Apesar de Victor Hugo preocupar-se em não deixar se influenciar por tais experiências, a comunicação com os mortos transformou sensivelmente seus valores e portanto sua obra.

    Emannuel Godo, no livro “Victor Hugo et Dieu”, afirma que o contato de VH com as mesas girantes trouxe-lhe não somente a certeza da existência como da presença tangível dos Espíritos. A partir daquela época, o próprio escritor passou a vivenciar fenômenos dentro de sua casa como ruídos, visões e premonições, como comprovam as anotações pessoais de sua agenda, guardada atualmente na Biblioteca Nacional de Paris.

    Em 1899 Camille Flammarion afirmou, em “Les Annales Politiques et Litteraires”, que VH, alguns anos antes de sua morte, havia confessado que jamais deixou de acreditar nas manifestações dos espíritos. Ele mesmo escreveu o seguinte sobre os fenômenos em geral (sonambulismo, visões, mesas girantes, entre outros):
    “Se abandonardes os fatos, tomai cuidado, os charlatões ai se alojarão, e os imbecis também. Não há meio termo: ou ciência ou ignorância. Se a ciência não quiser estes fatos, a ignorância os tomará. Se vos recusais a engrandecer Os Miseráveis foi publicado pela primeira vez, na França, em 1862. Transformou-se logo em sucesso e foi traduzido para diversas línguas. A obra fala de injustiça social e de como, ainda nesse meio, há possibilidade de tranformação graças à bondade que sobrevive. É um verdadeiro clássico, pois apesar de ter sido escrito no século XIX, continua a ultrapassar barreiras de tempo e espaço, tocando pessoas do mundo todo. Os personagens do livro são muitos próximos daqueles com os quais nos deparamos diariamente.

    Enfim, Os Miseráveis é um livro que alia a sabedoria no uso da língua à profundidade de um tema. É uma obra na qual são relatados interesses e atitudes mesquinhas, mas também grandes gestos de desprendimento e bondade. Fonte: http://www.folhaespirita.com.br/v2/node/10?q=node/172