UE abre investigação contra Android por concorrência desleal

A pré-instalação de apps e serviços do Google em dispositivos Android supostamente prejudicaria concorrentes, segundo a UE

A Comissão Europeia, órgão de defesa dos interesses da União Europeia, anunciou que investiga o Android há três anos e deve começar uma investigação formal, alegando que a pré-instalação de apps do Google no sistema operacional é ilegal.

O anúncio acontece no mesmo dia que a União Europeia anunciou que está processando formalmente o Google por práticas monopolistas relacionadas ao seu serviço de busca.

Os serviços e aplicativos do Google como o Maps, Chrome e YouTube geralmente vêm instalados de fábrica nos aparelhos Android. Segundo a União Europeia, competidores reclamam que isso dá ao Google uma vantagem desleal em relação a seus rivais.

O órgão regulador já ouviu operadoras de telecomunicações e fabricantes de aparelhos para saber se o Google força essas empresas a instalarem seus apps e serviços, de forma que seus competidores sejam prejudicados.

“A investigação será focada em descobrir se o Google firmou acordos contrários à competição ou se realmente se utilizou de sua posição dominante no setor de sistemas operacionais, aplicações e serviços para dispositivos móveis”, afirma a Comissão.

O Google respondeu à Comissão, defendendo seu sistema operacional. A empresa afirma que os acordos firmados com operadoras e fabricantes garantem que os aplicativos funcionem em todos os aparelhos Android.

Hiroshi Lockheimer, vice-presidente do Google responsável pelo desenvolvimento do Android, afirma que a pré-instalação de aplicativos do Google “ajuda os fabricantes de aparelhos Android a competirem com os ecossistemas da Apple, Microsoft e de outras empresas que vem instalados com apps parecidos”.

O executivo compara o Google à Apple, dizendo que “existem menos aplicativos do Google pré-instalados em aparelhos Android do que apps da Apple em dispositivos iOS.”

Segundo dados da IDC, o sistema operacional Android está presente em 81,5% dos aparelhos vendidos em 2014, enquanto o iOS está em 14,8%.

Fonte: Comissão Europeia