Twitter aposta em mobilidade com twitter zero e segunda tela

Pelo Twitter Zero, usuários móveis acessam rede social sem pagar pelo tráfego de dados; pela segunda tela, há apoio e geração de audiência para programas de TV

O Twitter tem atualmente 200 milhões de usuários ativos por mês no mundo, dos quais 120 milhões, ou 60%, acessam através de dispositivos móveis.

A estratégia da empresa para mobilidade tem dois pilares principais: a proposta de Twitter Zero, pela qual os usuários móveis acessam a rede social sem pagar pelo tráfego de dados; e a atuação como segunda tela, servindo de apoio e geração de audiência para programas de TV.

O Twitter Zero foi lançado ano passado na Índia e na Turquia. O serviço depende de acordos com operadoras móveis. A ideia é ser uma parceria ganha-ganha: a operadora fornece navegação gratuita no Twitter e, em troca, gera aumento do consumo pago de Internet móvel porque a rede social estimula o acesso a outros sites. Dos 400 milhões de postagens diárias registradas pelo Twitter no mundo, 38% contêm links para sites externos, explica o diretor do Twitter para América Latina, Daniel Carvalho, que participou nesta quinta-feira, 16, do Tela Viva Móvel, em São Paulo.

O executivo destaca que o aplicativo é leve, consumindo em média 1 MB por dia por usuário móvel. A empresa está em conversas com operadoras latino-americanas para trazer o Twitter Zero para a região.

Second Screen

O Twitter vem sendo cada vez mais usado como segunda tela para comentários sobre programas de TV. “Este ano, 50% dos comerciais do Super Bowl tinham hashtags. Há muita sinergia entre o Twitter e redes de TV e anunciantes”, disse Carvalho.

Segundo o executivo, 95% das conversas sobre TV acontecem através do Twitter e metade dos usuários da rede social a utilizam enquanto assistem TV. Recentemente, a Nielsen, nos EUA, decidiu incluir uma nova métrica em suas pesquisas sobre audiência de TV, acompanhando o engajamento dos telespectadores nas redes sociais. “Programas com a mesma audiência podem ter engajamentos completamente diferentes e isso pode ser um fator decisivo para o anunciante definir o que fazer com seu dinheiro”, explicou.

Carvalho comentou também sobre a tendência de emissoras de TV criarem seus próprios aplicativos móveis de segunda tela: “As pessoas preferem interagir onde já estão, suas redes sociais”, aposta.