Smartphone Redmi 2 será vendido em operadora pela 1ª vez

Aparelho custará pouco mais da metade do preço

São Paulo – Pouco mais de dois meses após sua estreia no mercado brasileiro, a fabricante chinesa de smartphones Xiaomi fez sua primeira parceria com uma operadora de telefonia móvel para vender o Redmi 2 vinculado a um plano pós-pago.

A operadora em questão é a Vivo, cujos pontos de venda serão os primeiros a ter o aparelho da Xiaomi expostos ao público. Antes, a fabricante vendia o produto exclusivamente em seu site, o mi.com, a 500 reais (à vista).

No plano chamado Smart Vivo 2 GB, que oferece ligações ilimitadas para números da Vivo e internet 4G, o Redmi 2 sairá, a partir desta semana, por 12 parcelas de 21 reais, ou seja, 252 reais. O valor da mensalidade do plano é de 159 reais e o contrato de fidelidade é de 12 meses.

Christian Gebara, Chief Revenue Officer da Telefônica Vivo, disse que a iniciativa de oferecer um smartphone de baixo-custo como o Redmi 2 é estimular o aumento de contratações de planos de telefonia pós-pagos. Nessa área, a empresa compete com a Nextel, que oferece, por exemplo, um plano de internet móvel de 2 GB a 90 reais – que, no entanto, é limitado ao 3G.

MIUI 7

Conduzindo o evento, realizado nesta quinta-feira (24) em São Paulo, o brasileiro e vice-presidente global da Xiaomi Hugo Barra deixou claro que ainda não é o momento de abrir dados de vendas do Redmi 2 no país, nem de falar sobre outras operadoras ou varejistas.

Hugo Barra: vice-presidente global da Xiaomi apresentou a MIUI 7 em São Paulo (Lucas Agrela/Exame.com)

O que Barra fez questão de destacar é o lançamento da nova versão do Android da Xiaomi, chamada MIUI 7. A partir de 16 de outubro, a atualização estará disponível para os donos de Redmi 2 com a MIUI 6. “Somos uma empresa de software”, afirmou o brasileiro.

Segundo a Xiaomi, as novidades do novo sistema incluem recursos como uma melhoria de gestão de energia, que aumenta a vida útil da bateria em 10%; uma otimização para melhorar o tempo de resposta de apps, que melhora em 30% a performance do sistema; um redesenho dos ícones de aplicativos; e um recurso de economia de dados, que manda o tráfego de internet móvel para servidores da Xiaomi, prometendo redução de consumo de dados em até 50% – assim como faz a Opera com o aplicativo Opera Max.