Novos sites do governo federal são invadidos por hackers

Páginas da Presidência, do Ministério do Esporte, do governo do Mato Grosso e da Universidade de Brasília apresentaram instabilidade neste sábado

São Paulo – Diversos sites do governo federal voltaram a apresentar instabilidade ou mesmo a ficar fora do ar na manhã e tarde deste sábado. Por volta das 13h, as páginas da Presidência da República, da Receita Federal, do Ministério do Esporte e da Universidade de Brasília (UnB), além do site oficial do país, o Brasil.gov.br, não podiam ser acessadas.

A Presidência da República negou que os problemas sejam decorrentes de ataques virtuais promovidos por grupos crackers. “Se o site tivesse sido retirado do ar, a assessoria certamente saberia”, afirmou o porta-voz da Presidência. Nesta semana, a administração federal admitiu que vários endereços eletrônicos foram derrubados pelos criminosos.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cujo servidor abriga os dados dos sites da Receita Federal, Presidência e Brasil.gov.br, está reforçando a segurança dos servidores. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, isso tem gerado problemas no carregamento das páginas.

Durante a madrugada de hoje, o site da secretaria de administração de Mato Grosso (www.sad.mt.gov.br) também ficou fora do ar. “O site sofreu ações de hackers neste sábado. Assim que foi identificada a alteração na página, a mesma foi retirada do ar”, informou a assessoria de imprensa da secretaria de administração do Estado.

Segundo informações do Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat), técnicos do órgão já estão trabalhando para verificar de que forma e por onde ocorreu o ataque dos hackers.

Os ataques aos sites do governo começaram no dia 22 de junho e foram reivindicados por diferentes grupos de crackers, como o LulzSecBrazil. Nos últimos três dias, também foram atacados endereços do Ministérios da Cultura, Petrobras e IBGE.

Cronologia dos ataques

18 de Junho – O grupo Fatal Error Crew furta dados, como nomes, endereços de e-mail e CPF, de aproximadamente mil militares após quebrar a segurança do site do Exército brasileiro. Em nota, a instituição garante que a ação não compromete dados confidenciais da corporação.

22 de Junho – Os sites da Presidência e do governo federal são invadidos e saem do ar por algumas horas. O grupo LulzSecBrazil assume a responsabilidade pela queda das páginas, que apresentam instabilidade durante o dia. O LulzSecBrazil também anuncia a tentativa de invasão ao site da Petrobras. A empresa admite que recebeu um alto volume acessos simultâneos.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) informa que o site da Receita Federal sofreu uma tentativa de ataque cracker. Segundo a entidade, a página não chegou a ficar fora do ar porque o Serpro detectou o problema a tempo.

23 de Junho – O LulzSecBrazil divulga em seu perfil no Twitter dados – como números de CPF, PIS, data de nascimento, telefones fixos e celulares, signo e e-mails pessoais – atribuídos à presidente Dilma Rousseff e ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. 

Os sites da Presidência da República e do Senado Federal apresentam instabilidade depois de um grande número de tentativas de acesso. Não houve confirmação da ação de crackers.

O site do Ministério do Esporte sai do ar por algumas horas para varredura em toda a página. De acordo com comunicado oficial divulgado pela assessoria de imprensa, a decisão foi tomada após o grupo cracker LulzSecBrazil anunciar no Twitter que teria furtado informações sigilosas do banco de dados do órgão.

24 de Junho – O site oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sai do ar após ser invadido por crackers durante a madrugada. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a ofensiva não afeta o banco de dados do IBGE.

A assessoria de imprensa do Ministério da Cultura informa que o site da pasta sofreu uma tentativa de ataque, deixando a página fora do ar por algumas horas. O órgão não confirma que o problema tenha sido causado pela ação de crackers, mas garante que não houve violação de dados.