Site em memória às vítimas de campo nazista na Áustria sai do ar após ataque hacker

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, lamentou um 'ato criminoso doentio'

O site do antigo campo de concentração nazista de Mauthausen, na Áustria, foi provisoriamente retirado do ar nesta sexta-feira (8), 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, após sofrer um ataque com imagens de pornografia infantil, disseram autoridades. A página já está online novamente.

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, lamentou o ato, que ela classificou de “criminoso e doentio”.

“O ministério do Interior está ajudando o operador privado do site (…) para reativar a página o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, há uma investigação em andamento”, acrescentou.

Mauthausen era destinado aos “inimigos políticos incorrigíveis” dos nazistas. Pelo menos metade dos 200 000 prisioneiros que passaram pelo acampamento morreram. Havia muitos prisioneiros de guerra, especialmente soviéticos e poloneses, mas também membros da resistência, criminosos comuns, homossexuais e judeus.

Empresas locais e alemãs utilizavam os prisioneiros de Mauthausen como escravos, tornando este sistema macabro em uma das empresas mais rentáveis para o regime nazista. Milhares de homens morreram por esgotamento ou assassinados por guardas quando já não produziam.