Restaurante de Boston (EUA) tem robôs que substituem o chef de cozinha

Com auxílio de tecnologia de ponta, o estabelecimento faz pratos elaborados em menos de 3 minutos sem a ajuda do ser humano

Robôs-chef

 (Spyce Boston/Reprodução)

Que gastronomia envolve interpretação, improviso e espontaneidade, todo mundo sabe.

Cabe à criatividade do chef selecionar o melhor tempero, medir o ponto da carne e receber os cumprimentos pela boa apresentação do prato, certo?

Para o restaurante Spyce, em Boston, Estados Unidos, nem tanto.

O restaurante foi criado por um grupo de engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e tem um conceito totalmente robotizado: os pratos são feitos apenas por robôs.

Em parceria com o chef Daniel Boulud, agraciado com uma estrela Michelin, o estabelecimento uniu a teoria gastronômica à prática moderna e livre de mãos humanas.

Para o debate que questiona se cozinhar é ou não uma ciência exata, pelo visto, os pesquisadores responsáveis parecem já ter uma resposta.

Isso porque a ideia consiste em trocar a mão de obra humana por sete postos automatizados de preparar comidas – que são preparadas em três minutos ou menos.

“Uma vez que o pedido é feito, temos um sistema que pega os ingredientes da geladeira. Depois, são porcionados nos tamanhos corretos e levado ao fogo em até 230 graus”, conta Michael Farid, cofundador do lugar.

“Os ingredientes são cozidos e grelhados. Assim que o processo está completo, as cumbucas se inclinam e colocam a comida em potes. E já estão prontas para servir”, afirma.

Spyce robo chef

 (Boston Globe/Reprodução)

O estabelecimento-robótico se autointitula o primeiro lugar do mundo a robotizar o preparo de refeições elaboradas.

Se posicionar como a referência no preparo não-humano de guloseimas é importante, já que outros também aderiram à ideia.

Mas também é possível exemplos negativos, como a Flippy – uma hamburgueria americana que teve as atividades suspensas por demorar demais no serviço.

Mas no caso da Sypece, até agora, tudo são flores (biônicas).

 

Sabor nada utópico

A experiência levada ao cliente permite a criação de pratos personalizados, posteriormente servidos em tigelas no valor de U$ 7,50 (aproximadamente R$ 28).

Feitos em grandes e didáticos painéis de touchscreen, os pedidos são rápidos e fáceis, ainda permitindo a escolha de tipos diferente de culinárias para vir no prato.

Traços da cozinha latina, tailandesa, mediterrânea e orgânica estão entre as opções.

“Nós não queríamos criar uma caixa preta que faz comida, mas sim levar uma experiência interessante”, diz Farid.

Segundo especialistas do Instituto McKinsey, processos de automação (sem seres humanos dando pitaco) já são realidades na indústria como um todo.

Os primeiros sinais são de serviços de pedido self-service. Mas, de acordo com os pesquisadores, atividades ditas “previsíveis” são as mais propensas a entrarem na lista da tecnologia.

Receitas bem definidas, limpeza de cozinha e elaboração de coquetéis simples, por exemplo, poderão facilmente ganhar uma “mãozinha” dos amigos eletrônicos.

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