Plantronics RIG

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O Headset Plantronics RIG é, como muitos headsets na mesma faixa de preço, focado no público gamer e compete com marcas consideravelmente mais famosas. Descubra a seguir que ele faz para se destacar.

Foto por: Leonardo Veras

Design

Diferentemente de marcas como a Thermaltake ou Razer, a Plantronics decidiu deixar o visual colorido e chamativo de lado, para criar um fone sóbrio e tentar conquistar gamers com funcionalidades úteis, em vez de usar um design agressivo para isso.

O RIG possui visual bastante discreto, inteiramente feito em plástico preto fosco, com um detalhe prateado com o nome do modelo, na orelha esquerda. A parte de trás dos fones é coberta por um tecido sintético que imita nylon balístico que deixa um leve brilho no centro das conchas que cobrem as orelhas.

Os cabos que ligam o RIG aos dispositivos sonoros ficam acoplados aos dois microfones inclusos. Um deles é pequeno e similar aos encontrados com a maior parte dos smartphones, enquanto o outro é mais longo e chega próximo da boca do usuário. O intuito é que eles sejam trocados de acordo com a necessidade do momento; para games ou conferências, utiliza-se o mais longo, com melhor qualidade sonora e com cancelamento de ruído, já o outro, mais discreto, é indicado para uso com smartphones e inclusive possui um botão para atender ligações.

Foto por: Leonardo Veras

Áudio

A qualidade de áudio do fone é regular, para o preço de 520 reais. Não há distorção mesmo com o volume bastante alto (embora isso ocorra em volume máximo), mas os graves são um pouco pesados demais, em relação aos agudos. O bumbo não chega a engolir completamente guitarras e pratos, mas estes ficam notavelmente mais baixos do que com o Sennheiser HD439, um fone bastante flat, que utilizamos para comparação. Para a comparação, foram usadas as pesadas faixas “This Dying Soul” e “Stream of Consciousness”, do Dream Theater, além de uma faixa mais calma, “Lost Stars”, cantada por Adam Levine, com bastante violão e um leve acompanhamento de violinos. 

Com isso, o produto torna-se excelente para jogos de tiro e músicas com batidas fortes. Por outro lado, ele não é tão bom para jogos de ambientação mais sutil ou músicas nas quais existe a necessidade de distinção entre vários instrumentos, como música clássica ou jazz.

Funções Extras

O carro chefe do RIG é seu amplificador e mixer, que vem incluso com o fone. Ele tem um formato circular e pode ser mantido sobre a mesa, ao lado do computador, ou em uma mesa de centro, extendendo os cabos até o videogame.

O mixer tem algumas funções bastante únicas, mas não é difícil se acostumar com seu uso. Além de conectar o mixer ao PC e seu fone ao mixer, podemos também conectar o mixer a um terceiro dispositivo, como um tablet ou um smartphone. Dessa forma, os áudios de ambas as fontes podem ser ouvidos ao mesmo tempo no RIG.

Foto por: Leonardo Veras

Também existe um botão que controla três diferentes equalizações. A primeira, chamada de “pure”, que, como já dissemos, tem graves em leve excesso. A segunda, chamada de “seismic” no manual, tem graves em muito excesso que tira a voz de todas as outras frequências. A terceira (intensify) volta os graves à posição inicial e reforça os médios, mas a diferença entre essa e a “pure” é bastante leve.

Uma roda externa controla o volume total do som que vai ao fone, enquanto uma chave decide para onde vai o som do microfone embutido e dois controles independentes para cada fonte de som.

Por exemplo: pode-se ouvir música de um smartphone ao mesmo tempo que os sons de um jogo multiplayer no computador, enquanto se conversa com a equipe usando o microfone. O volume de cada um dos dispositivos é controlado independentemente no mixer. Caso o usuário receba uma ligação, basta acionar a chave no meio do mixer para que o som do computador se desligue e o sinal do microfone se transfira para o smartphone, para que se possa conversar sem precisar remover o fone e levar o aparelho ao ouvido.

Foto por: Leonardo Veras

Embora a funcionalidade seja interessante e alguns minutos sejam suficientes para se acostumar com o mixer, ele possui uma quantidade inaceitável de estática, quando ligado a um computador por USB. Isso incomoda durante a audição de músicas mais calmas e estraga a imersão em jogos com sons ambientes, que dividem seu lugar com o chiado.

Vale a pena?

Este é um fone que requer espaço para todos seus componentes e cabos, que perde um pouco por culpa do excesso de graves e, quando ligado ao mixer, de estática. A versatilidade do produto é grande. Especialmente porque o microfone para games pode ser facilmente trocado por um cabo simples, para uso com smartphones (sem que seja necessário nem tirá-lo da cabeça). Para quem quer uma solução tanto para a casa como para a rua e não se importa de pagar 520 reais por isso, o RIG faz sentido. Por este preço, no entanto, é possível encontrar fones de ouvido (sem microfone) consideravelmente melhores, ou uma seleção de headsets bastante competitiva de marcas como a Razer, HyperX e Logitech.

Ficha técnica

Formato Over the Ear
Resposta de frequência 20-20 000 Hz
Drivers 40mm
Impedância 32 Ohms
Sensibilidade 109 dB/mW

Avaliação técnica

Prós Versátil. Microfone destacável torna o transporte mais fácil. Mixer USB tem funcionamento muito útil
Contras Graves excessivos. Chiado excessivo quando utilizado com o mixer
Conclusão Bom headset para games, mas apenas mediano para música.
Áudio 7,3
Isolamento 7,5
Conexão 8,7
Design 8
Média 7.6
Preço 520