Pirateiem meus livros, pede Paulo Coelho

Paulo Coelho publicou um texto, neste domingo, defendendo a livre circulação de ideias em detrimento de regras "ganaciosas" de direito autoral

São Paulo – O escritor Paulo Coelho publicou um texto, neste domingo, defendendo a livre circulação de ideias em detrimento de regras “ganaciosas” de direito autoral.

No texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, o escritor brasileiro mais vendido no mundo disse que ao longo de sua vida a pirataria só ajudou a divulgar sua e atrair novos fãs e leitores. Coelho traçou paralelos entre os evangelistas da Bíblía e os revolucionários russos do início do século XX.

Na avaliação de Coelho, estas pessoas tinham como preocupação não ganhar dinheiro, mas sim fazer suas ideias circularem. Ao espalhar seus textos livremente, ajudaram a mudar o mundo com suas ideias, o que talvez não fosse possível seu cobrassem direitos autorais de quem os quissse ler.

O escritor diz ainda que artistas precisam de dinheiro para sobreviver, mas defendeu que a não restrição de suas obras é a melhor forma de divulgarem suas obras e, consequentente, atraírem receita. “Quando você come uma laranja, precisa voltar para comprar outra”, anotou.

Paulo Coelho mantém na internet um site que incentiva o pirateamento de sua obra, o “Pirate Coelho” com links para serviços de torrent e trocas de arquivos peer to peee de PDFs de sua obra. Coelho definiu os críticos da livre circulação de ideias com as palavras “ignorância” e “ganância”.

Nesta semana, um encontro com líderes do G8, o grupo das maiores economias do mundo, defendeu que a internet seja livre de censura, mas possua vigilância contra abusos, como disseminação e racismo e pedofilia.

No encontro, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu regras rígidas para a proteção do copyright de obras intelectuais.