Pirataria virtual leva 77 chineses para a prisão no Quênia

Os hackers foram acusados de instalar um centro de crimes virtuais e de 'espionagem de alta tecnologia' em Nairóbi

A polícia do Quênia prendeu 77 cidadãos chineses acusados de instalarem um centro de crimes virtuais e de “espionagem de alta tecnologia” na capital do país, Nairóbi, segundo a imprensa local informou nesta quinta-feira.

Os detidos pretendiam “atacar os sistemas de comunicação do país” e tinham em seu poder equipamentos capazes de se infiltrar em contas bancárias e caixas eletrônicos quenianos, de acordo com a polícia.

O diretor do Departamento de Investigação Criminal, Ndegwa Muhoro, afirmou que foi constatada que os hackers praticaram “lavagem de dinheiro” e “pirataria”.

As prisões começaram a ser efetuados no domingo após o grupo ter sido descoberto devido a um incêndio provocado pela explosão de um aparelho em uma das casas utilizadas pelo grupo. Uma pessoa morreu no incidente, segundo Muhoro explicou ao jornal The Standard.

O embaixador chinês no Quênia, Liu Xian Fa, foi convocado para explicar se o governo do país sabia sobre as atividades do grupo.

A ministra de Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohammed, disse que o governo chinês “deve cooperar plenamente” na investigação.