Pinterest anuncia novos recursos e recordes no Brasil

Mais de metade dos usuários ficam fora dos EUA. "Até antes de 2016, quase todos nossos usuários ficavam nos EUA", diz CEO e co-fundador do Pinterest

São Paulo — Em meio a uma estratégia de expansão internacional, o Pinterest apresenta hoje novos recursos e um recorde de usuários no Brasil. Já são 19 milhões de usuários por mês no Brasil, mostram dados da consultoria comScore. O Pinterest afirma que o número de usuários dobrou nos últimos anos, no Brasil.

A empresa anuncia hoje a chegada de dois novos recursos: zoom e subpastas. A ferramenta de zoom, como você provavelmente imaginou, permitirá que usuários vejam as imagens mais de perto, permitindo a exploração de detalhes.

Já as subpastas permitem que o usuário crie uma pasta dentro da pasta (ou boards, como são chamados em inglês). O Pinterest afirma que as duas novidades eram pedidos recorrentes de usuários. Os recursos estão chegando aos poucos aos usuários a partir de hoje.

“Até antes de 2016, quase todos os nossos usuários ficavam nos Estados Unidos”, diz a EXAME Ben Silbermann, CEO e co-fundador do Pinterest. Desde então, a empresa tem focado na expansão internacional.

A preocupação é de oferecer aos usuários um produto familiar, esteja a pessoa no país que for. “Quando se usa o Pinterest pela primeira vez, você vê o que está bombando no seu país, então há uma proximidade inicial”, explica o CEO.

Ainda houve revisão de traduções, atenção a tópicos caros a cada local (“no Brasil, as tatuagens são especialmente populares”, conta Silbermann), entre outros cuidados.

O efeito disso é claro: a empresa hoje vê mais da metade de seus usuários acessando o Pinterest de fora dos Estados Unidos. No total, são 200 milhões de usuários usando o serviço por mês–um aumento de 40% na base de usuários.

O crescimento do Brasil nesse período, de quase 100%, está bastante acima dos 40% globais. O Pinterest afirma que, hoje, o Brasil é um de seus mercados com mais rápida expansão ao redor do mundo.

Conectando mundos

Para Silbermann, o Pinterest se propõe um trabalho diferente de outras redes: servir como ponto entre o mundo virtual e o mundo real. “Queremos ser um serviço útil. Queremos auxiliar as pessoas para que elas possam fazer algo pelo qual se interessam offline”, disse citando casos de “faça você mesmo” que usuários procuram.

O uso que o próprio Silbermann faz da ferramenta da qual é um dos criadores é um exemplo disso. O executivo mostrou alguns de seus “boards” a EXAME. Além de coisas que você esperaria de um executivo do Vale do Silício, estão separadas atividades culturais que ele poderia fazer com seus dois filhos ou uma porção de receitas para preparar para um jantar com a família. “Sinto que uso o Pinterest como a maioria de nossos usuários.”

Esse é um ponto crucial para entender como Silbermann enxerga o Pinterest em comparação a redes sociais como Facebook ou Instagram. “As coisas [imagens] que mostrei a você, eu não me importo se outras pessoas vão achar tudo isso legal”, conta. Ele coloca, portanto, seu produto em oposião.

“Em redes sociais, você está compartilhando coisas para ter respostas das pessoas. Isso molda o tipo de material que é compartilhado, que são mais legais ou felizes. Acho que o Pinterest é mais pessoal”, diz Silbermann.