Peniscope promete plataforma de streaming para compartilhar “aventuras sexuais reais”

O serviço deve funcionar como uma “versão ao vivo do Pornhub” ou um “misto de Meerkat com Chatroulette”

A regra 34 do conjunto de leis que rege (informalmente) a internet diz que toda ideia concebida por alguém também terá uma versão pornográfica ou, no mínimo, de teor sexual. No caso do YouTube, por exemplo, temos uma bela variedade de sites de conteúdo adulto, e mesmo o Facebook tem um site que parodia seu nome. Era óbvio, portanto, que o Periscope, aquele app do Twitter que faz transmissões ao vivo, e seu concorrente Meerkat teriam o mesmo destino depois de serem alçados à fama. E a contraparte erótica de ambos, chamada de Peniscope, ainda é ousada, e quer servir como uma solução para que usuários façam streaming da própria vida sexual.

O idealizador da ideia é o francês Vivien Garnes, que colocou o site oficial do serviço no ar no dia 31 de março deste ano. A data não deu muita credibilidade para a iniciativa, mas ele mesmo garante que “não foi uma brincadeira de 1º de abril”. “Estamos trabalhando nesse projeto há algum tempo, e a atenção que o periscope.tv ganhou da imprensa nos deu a ideia para o nome e para o plano de lançamento”, disse Garnes em conversa com INFO.

De acordo com o bem-humorado comunicado liberado pelos desenvolvedores, o serviço deve funcionar como uma “versão ao vivo do Pornhub” ou um “misto de Meerkat com Chatroulette”, aquele site em que você conversa com alguém aleatório pela webcam, mas que normalmente é usado para exibir genitais. Segundo Garnes, “o conceito é baseado apenas em software”, nada de hardware. No lado que filma, teremos um app mobile para começar a transmissão. Já no lado que quer assistir a um pornô ao vivo, um web app protegido por senha (provavelmente acessível em peniscope.tv) servirá para acessar os streamings.

A ideia do fundador é que o serviço siga as leis de cada país em que atuar e que os próprios usuários ajudem na hora de moderar o conteúdo. Além disso, o Peniscope deverá ser gratuito, ao menos até o sucesso ser alcançado. “Vivemos em um mundo de escalabilidade e baixos custos de manutenção, então o projeto será fácil de ser mantido com alguns poucos dólares no começo”, explicou. “Se a ideia se espalhar, e certamente esperamos que sim, ofereceremos contas premium e novas funções.”

Garnes pretende lançar o Peniscope de fato ainda neste mês de maio, mas por ora tudo o que vemos no site é um espaço para o usuário colocar o e-mail e entrar na lista de espera. Mais de 2 000 pessoas deixaram os endereços ali até o começo deste mês, e tudo sem a necessidade de muita divulgação, segundo o idealizador do serviço. E isso já deve servir como um indício de que a ideia de “de pessoas reais tendo aventuras reais” em vídeos não editados atrai a atenção de bastante gente.