Pavilion x360 Core M

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Quanta funcionalidade extra é possível colocar em um notebook de 2 200 reais que tenta fazer de tudo? Quanto isso vale a pena? Testamos o Pavilion x360 da HP e damos o veredito.

Design

O HP Pavillion x360 é um notebook 2-em-1 da HP, com um conceito similar ao popularizado pelo Lenovo Yoga. Um laptop comum, rodando Windows 8.1, com uma tela de 11,6’ touchscreen. Ao girar a tela mais de 180 graus, o teclado se desliga, assim como o trackpad. Dessa forma, o x360 se torna um tablet.

Foto por: Luccas Franklin

Por fora, notebook é bastante simples. Inteiramente feito em plástico, num cinza-chumbo bonito, discreto, com um logo da HP ligeiramente grande demais. Ao lado esquerdo há uma porta USB 3.0, uma porta P2 combo de headphone e microfone e um botão para volume controle de volume. Ao lado direito há uma porta ethernet 10/100, uma saída HDMI, duas portas USB 2.0 e um leitor de cartões SD, além, é claro, da porta de carregamento de energia.

Começando pela ergonomia, o x360 não faz nada feio quando utilizado como notebook. O teclado, sofre com a falta de alguns caracteres básicos, como o ponto de interrogação e barra (que facilmente caberiam, caso fosse diminuído o longo shift de duas teclas e meia), mas não peca muito em nenhum outro aspecto, sendo confortável para digitação. O trackpad também é bastante confortável, sem desenhos ou separações para os botões de clique esquerdo e direito. Para um notebook deste tamanho, o trackpad é grande, medindo 10 x 6,3 cm, e aceitando comandos com dois dedos, mas não mais.

Quando utilizado no modo tablet, no entanto, dois problemas surgem ao mesmo tempo. Primeiramente, e menos grave, devido à forma como a tela gira, a parte de trás fica tomada pelo teclado e o trackpad, o que dá uma sensação muito ruim. Por mais que o teclado fique desligado nessa situação, ficar o tempo todo tocando as teclas “às cegas” parece bastante errado. Segurar o peso todo do tablet enquanto se pressiona as teclas deve facilitar a deterioração do teclado. O problema mais grave é, no entanto, seu peso, que o torna excessivamente incômodo de usar. Com 1,470 Kg, segurar o x360 com uma das mãos enquanto se toca a tela com a outra certamente causará dores ao pulso de qualquer usuário. É nesse ponto que se torna evidente a vantagem de produtos com teclados destacáveis, como a linha Transformer, da Asus, ou o Latitude 7350, da Dell, que, no caso, perde quase 770g, dos seus 1,6Kg com essa remoção.

Desempenho

Infelizmente, o x360 tem um desempenho bastante pobre. O processador é um Core-M 5Y10, com dois cores, quatro threads e frequência de 0,8 Ghz (com turboboost de até 2.0Ghz). A memória RAM de 4 GB (DDR3L) é suficiente, assim como a HD mecânica de 500GB.

O baixo desempenho do processamento é pouco relevante no dia a dia. Com vários programas abertos, houve um pouco de lentidão no uso do Firefox, por exemplo, mas isso é raro. Os números dos benchmarks também foram bem baixos, o que é esperado do processador, que tem seu enfoque na economia de energia e não em bons resultados para programas pesados.

3DMark (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
HP Pavilion x360 29481
Asus Transformer Book T100 18434
3DMark 06 (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
HP Pavillion x360 5282
Asus Transformer Book T100 2308
PCMark 7 (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
HP Pavillion x360 2380
Asus Transformer Book T100 2669
Geekbench (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
HP Pavillion x360 5590
Asus Transformer Book T100 2982

O que impressiona negativamente, no entanto, é a qualidade da tela. O monitor de 1366×768 é de resolução bastante ultrapassada, mesmo numa tela de 11 polegadas. Insuficiente para o consumo de mídia Full HD e medíocre para a produtividade, com planilhas e documentos. Além disso, o monitor não é um IPS, o que significa que os ângulos de visão são péssimos e foi uma das primeiras coisas que notamos, assim que o computador foi ligado. A menos que a tela seja olhada exatamente de frente, as cores mudam drasticamente, uma falha bastante difícil de justificar, mesmo para um notebook relativamente barato.

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Foto por: Luccas Franklin

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Foto por: Luccas Franklin

As fotos foram tiradas em sequência, sem mudanças na iluminação, apenas no ângulo de captura da tela.

O desempenho do notebook para games também é bastante básico, mas serve para jogar games simples. Bastion rodou bem, assim como Dust: An Elysian Tail, Nidhogg, Hammerwatch, Spelunky, entre outros. Até Unreal Tournament III rodou liso, desde que com as opções próximas do mínimo. Pode ser um bom computador para ser ligado a uma TV e quebrar um galho para uma tarde de competições ou jogos cooperativos, desde que com gráficos simples.

Bateria

A bateria durou 4 horas e 39 minutos em reprodução de vídeo, e 2 horas e 19 minutos em uso pesado, marcas bastante medianas, particularmente se considerarmos que a promessa (não cumprida, nesse caso) dos processadores Core M é a longa duração de bateria.

Vale a pena?

É um notebook de processamento extremamente básico, no limiar mínimo do que se recomendaria comprar para produtividade, já que testamos notebooks com processadores Atom que não fazem bem nem mesmo o básico. O computador não é tão pesado, mas é muito incômodo o utilizar no modo tablet. A tela tem pouca resolução, baixos ângulos de visão e uma borda bastante grossa. Por 2200 reais, talvez seja preferível encontrar um notebook convencional com uma tela melhor, ao invés de lidar contra os defeitos do x360 apenas por causa da touchscreen. Caso este aspecto seja realmente importante, talvez o Asus Transformer T100 seja uma melhor escolha. Apesar do processador ainda mais básico, a tela é excelente, a duração de bateria chega a ser quase 2,5 vezes maior e o fato de rodar com um SSD o torna muito mais esperto para tarefas diárias, sem contar o fato de que é mais leve, possui uma HD de 500GB no teclado e é verdadeiramente destacável, por 500 reais a menos.

Ficha técnica

CPU Core M 5Y10
RAM 4GB DDRL3
Tela 11,6′ 1366×768 Touchscreen
Armazenamento HDD 2,5′ 500GB
Sistema Operacional Windows 8.1
GPU Intel HD Graphics 5300
Conexões 1 USB 3.0; 2 USB 2.0; 1 Combo P2; HDMI; Ethernet;
Wi-Fi 802.11 b/g/n
Bateria 2 horas de uso intenso
Peso 1,6 Kg

Avaliação técnica

Prós Preço baixo, variedade de posições em que pode ser colocado
Contras Tela de baixa resolução com baixos ângulos de visão, Desempenho bastante baixo, bateria mediana.
Conclusão O x360 faz um pouco de tudo, mas não brilha em nada. Mesmo com o preço “baixo”, é difícil recomendar o produto.
Configuração 7,5
Video e Audio 6
Design (Modo Tablet) 6
Design (Modo Notebook) 7,5
Bateria 6.8
Usabilidade 7,5
Média 7.0
Preço 2200