Paulistano não crê em Lei Carolina Dieckmann, diz pesquisa

62,3% dos usuários de Internet na capital conhecem lei que tipifica como infrações no Código Penal delitos digitais, mas possuem descrença sobre aplicabilidade

São Paulo – O paulistano não está confiante na eficácia da Lei nº 12.737/2012 (chamada de Lei Carolina Dieckmann), de acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgada nesta segunda, 4.

O levantamento, realizado com mil entrevistados na cidade de São Paulo, diz que 62,3% dos usuários de internet na capital conhecem a lei que tipifica como infrações no Código Penal os delitos digitais, mas possuem descrença sobre sua aplicabilidade.

Dentre eles, 86,2% afirmam que essa legislação não será suficiente para o combate aos crimes virtuais.

A pesquisa diz também que 18% já foram vítima ou tiveram alguém da família prejudicado por algum crime digital, percentual estável em relação ao levantamento de 2013 (17,9%).

A FecomercioSP perguntou ainda se os sites deveriam armazenar informações para o auxílio de investigações, e 79,3% concordaram, apesar de apenas 30,4% terem dito que confiam na guarda desses registros.

A maioria dos entrevistados afirmou não ler integralmente os termos de uso de sites e redes sociais: 66,6%.

A pesquisa afirma ainda que 54,7% assumem que usam seus dispositivos pessoais, como computador, tablet ou celular, em ambiente de trabalho.

Desses, 35,9% levam dados ou informações da empresa nos seus aparelhos, número 4,1 pontos percentuais acima do registrado pela FecomercioSP no ano passado.

A Federação perguntou ainda sobre o receio de ataques e fraudes em dispositivos pessoais, e 80,8% afirmaram temer uma ocorrência. Mesmo assim, 34,4% disseram não utilizar nenhum tipo de proteção contra isso.

Em relação ao e-commerce, 58,6% dos entrevistados afirmaram utilizar a plataforma online – 3,3 pontos percentuais acima do registrado na pesquisa do ano passado.

Dentro do universo de consumidores online, 55,5% são motivados pela praticidade desse tipo de comércio. O principal meio de pagamento é o cartão de crédito para 57,4%.