Para ajudar nas compras do Natal, testamos 13 smartphones

As diferenças entre um ou outro modelo se tornam mais tênues e uma guerra de sistemas operacionais contribui para a indecisão e disputa

São Paulo – Com o Natal se aproximando os fabricantes de smartphones tratam de revelar suas novidades e as operadoras preparam diversos pacotes de desconto.

Afinal, o brasileiro é louco por celulares e smartphones. Comprar um produto, no entanto, não é uma tarefa das mais simples, já que a oferta cresce consideravelmente, as diferenças entre um ou outro modelo se tornam mais tênues e uma guerra de sistemas operacionais contribui para a indecisão e disputa.

Se você resolveu aproveitar a bagunça e os descontos para trocar aquele seu velho aparelho, ou decidiu presentear alguém merecedor de uma nova e avançada interface de comunicação, separamos 13 aparelhos testados pelo INFOlab que estão nas prateleiras de todo o país.

Motorola Razr – Nota 8,9

Para relançar a linha Razr, a Motorola caprichou. Com tela de 4,3 polegadas, o Razr reúne as melhores características de outros dois aparelhos da empresa, o Atrix e o Milestone 3.

O smartphone roda Android 2.3 com agilidade e sem engasgos graças a um processador dual core. Nos testes do INFOlab, o chip se mostrou inferior ao do Samsung Galaxy S II, mas não decepcionou.

Entre as novidades estão o Motocast, aplicativo que acessa pela internet arquivos do PC (músicas, fotos, vídeos e documentos) e um adaptador que transforma o celular em uma espécie de netbook para ser usado na TV. A câmera de 8 megapixels com flash LED faz fotos e vídeos de ótima qualidade.


Seria quase impossível não começar o review do Razr por sua construção física. A carcaça que tem acabamento com fibra de Kevlar (material resistente utilizado em coletes à prova de balas) e Gorilla Glass na tela é elegante e ao mesmo tempo inusitada.

O Razr é um aparelho fino. Quase todo seu corpo tem 0,7 centímetros de espessura, com exceção de uma parte mais grossa onde fica a câmera, que mede 1,1 centímetros.

Galaxy SII – Nota 8,9

Num corpinho com menos de 1 centímetro de espessura, o Galaxy S II GT-I9100, da Samsung, traz uma configuração arrasadora. A força do processador de 1,2 GHz com dois núcleos e a tela de 4,3 polegadas são as maiores entre os smartphones que já passaram pelo INFOlab.

O resultado dessa combinação são respostas instantâneas, sensibilidade ao toque excepcional e menus, fotos e vídeos com um aspecto muito bom. A câmera de 8 MP apresenta resultados acima da média.

Os arquivos ficam armazenados nos 16 GB de memória interna. Quer mais espaço? É só adicionar um cartão microSD. Para isso, é preciso remover a tampa traseira de plástico texturizado, que, para alguns, não foi a melhor escolha para manter o visual classudo.

Também há quem ache que a telona deixou o aparelho com proporções um pouco exageradas e sinta falta de uma saída microHDMI e da sintonia de TV, função presente no antecessor. Com o sistema Android mais moderno por trás, o modelo faz bonito no software, com aplicativos para editar texto e sincronizar arquivos por Wi-Fi.


Armado com um processador Cortex A9 de dois núcleos de 1,2 GHz, o Galaxy S II é o smartphone com maior poder de fogo do mercado. Aliado à GPU Exynos Mali-400MP, própria da Samsung, o aparelho dá adeus aos engasgos na interface, abertura de aplicativos e serrilhados.

A experiência oferecida pelo S II ao usuário é uma das melhores já avaliadas pelo INFOlab. Para completar o quadro, há 1 GB de memória RAM, 16 GB de memória interna e um slot para cartões microSD.

Mesmo com os valores acima da média, faltaram ao Galaxy S II recursos inovadores para que ele ocupasse a primeira posição no INFOlab, como o sistema de docks ou leitor biométrico do Motorola Atrix. A falta de uma saída HDMI e a necessidade de um adaptador para conectar o S II à TV (com 720p) também é um grande ponto negativo em relação aos concorrentes.

iPhone 4S – Nota 8,8

Numa olhada rápida, é muito difícil distinguir o iPhone 4S do iPhone 4. Só quem é bom no jogo dos sete erros pode notar a pequena diferença entre os modelos.

Enquanto o 4 tem três divisões para separar as duas antenas laterais (uma de cada lado e outra no topo), o 4S tem quatro (duas na esquerda e duas na direita).

A mudança foi feita provavelmente para corrigir de vez os problemas de recepção de sinal. Além de estarem dispostas de maneira diferente, as antenas se revezam para garantir um melhor desempenho – o que, por outro lado, aumenta o consumo da bateria.


Não houve outras alterações no design. O posicionamento dos botões, das entradas e da câmera é idêntico. Até mesmo o peso foi mantido em exatos 141 gramas.

Na parte interna, há duas diferenças importantes. A primeira delas é a presença do processador A5, de dois núcleos e 1 GHz, o mesmo do iPad 2.

Com esse QI mais avantajado, o iPhone 4S consegue realizar tarefas complexas com maior rapidez do que o seu antecessor. Nos testes, rodamos o benchmark Geekbench para verificar o tamanho da diferença.

Enquanto o iPhone 4 com sistema operacional iOS 5 atingiu 377 pontos, o novo modelo conseguiu 622 pontos. Isso significa que o desempenho do conjunto formado por processador e memória aumentou quase duas vezes. Embora tenha o mesmo cérebro, o 4S não empata com o iPad 2, que consegue um resultado ainda melhor, de 754 pontos.

Nokia N9 – Nota 8,5

Manusear o N9 desperta um misto de satisfação e melancolia. O smartphone tem belo design, hardware eficiente e um sistema operacional simples, bonito e fácil de usar, o Meego.

O N9 é feito em peça única de policarbonato e para navegar por suas funções basta deslizar o dedo na tela. Com o movimento para os lados, alterna-se entre as três telas.


Uma com atalhos para aplicativos, outra com os programas abertos, permitindo fechar ou trocar de app, e uma com agregador de mensagens e redes sociais. Um destaque da configuração é o chip NFC, que permite a troca de arquivos e dados ao aproximar o N9 de dispositivos compatíveis.

A câmera de 8 MP faz ótimas fotos, mas não mantém o nível ao filmar em 720p. Compatível com HTML5, o navegador ignora Flash. O N9 tem vários aplicativos interessantes. Mas a oferta não deve crescer, já que a parceria entre Nokia e Microsoft sepultou as chances de surgirem outros smartphones com o Meego.

A principal vantagem do corpo de policarbonato em peça única é a excelente empunhadura que ele oferece. O manuseio do aparelho é muito confortável.

Por outro lado, não é possível ter uma bateria extra para viagens e emergências. Ao contrário de outros modelos da Nokia, o N9 tem poucos botões. Em uma de suas laterais há os controles de volume e um botão, que pode ser usado para travar a tela e controlar a câmera. Na parte superior há uma entrada microUSB, uma conexão P2 e o cartão SIM.

HTC Ultimate – Nota 8,4

Finalmente os brasileiros podem conhecer o sistema da Microsoft que promete colocar a empresa na briga com Apple e Google pelo mercado de smartphones.

O Windows Phone 7.5 Mango chega ao país na tela de 4,7 polegadas e 480 por 800 pixels do Ultimate. Nessa enorme vitrine, os menus com textos grandes e a navegação suave entre eles, dois pontos altos do Mango, ficam ainda mais valorizados.

Outros atrativos são os contatos da agenda telefônica, Facebook, Twitter, LinkedIn e Windows Live reunidos em um único lugar e o pacote Office, para a edição de documentos e planilhas.


O processador de 1,5 GHz do Ultimate não é um dual core, como o dos Androids mais avançados. Isso não atrapalha a sensação de fluidez ao operar o aparelho.

Por outro lado, a combinação do chip com um único núcleo com display grandão resultou em um consumo de energia acima da média nos testes do INFOlab. A bateria suportou apenas 4 horas e 15 minutos. A capacidade de memória interna, 16 GB, é ok. Só incomoda a falta de uma entrada para cartão.

Também conhecido fora do Brasil como Titan, o Ultimate logo terá diante de si o desafio de enfrentar duas gerações mais novas de circuitos integrados com processadores dual core.

Será que o Ultimate consegue sobreviver a essa verdadeira titanomaquia? Do lado dos deuses olímpicos podemos citar o A5, o Tegra 2, e o Snapdragon S3, além do lançamento iminente de aparelhos com Tegra 3 e Snapdragon S4. A favor do Ultimate temos a unidade de processamento gráfico Adreno 205 e 512 MB de RAM, reforços um tanto modestos.

Optimus 3D – Nota 8,5

O principal atrativo do Optimus 3D é sua capacidade de criar e exibir conteúdo tridimensional sem a necessidade de óculos especiais. Isso é possível graças à sua tela LCD 3D de 4,3 polegadas e a um par de câmeras estereoscópicas de 5 MP.

Além de capturar imagens e gravar vídeos 3D em 1080p, esse aparelho da LG é recheado de aplicativos que aproveitam a tecnologia. Há jogos, uma galeria para as imagens registradas e um aplicativo que traz vídeos tridimensionais do YouTube.


O resultado é interessante e é possível ajustar a intensidade do efeito. Mas cuidado, pois com muito tempo de uso o 3D pode causar desconforto e até dores de cabeça.

A saída microHDMI permite que o conteúdo do aparelho seja exibido na TV em 1080p. Deixando de lado o aspecto divertido e tridimensional, o Optimus 3D tem força para brigar com outros smartphones top de linha.

Com uma interface redesenhada do Android 2.2 (Froyo), a praticidade é garantida com aplicativos de escritório, um eficiente gestor de contatos, modo carro e até recurso de acesso remoto, para um técnico comandar o aparelho à distância em caso de falhas.

Em todos os aspectos, o Optimus 3D é um aparelho completo. A LG acertou e deixou seu produto forte para competir em todas as novidades.

O aparelho, além da capacidade de produzir e exibir conteúdo tridimensional, é equipado com um processador dual core ARM Cortex A9, com 1 GHz, GPU PowerVR SGX540, 512 MB de RAM, 8 GB de armazenamento interno e tela de 4,3 polegadas com resolução de 800 por 480 pixels. O par de câmeras conta com 5 MP, com gravação em 1.080p (2D) e 720p (3D). A câmera frontal, para videochamadas, conta com 1,3 MP.

Optimus 2x – Nota 8,5

O primeiro smartphone dual-core do mundo demorou para cruzar o Equador e chegou por essas bandas já sob fogo pesado de aparelhos do calibre de um Galaxy SII.

Mesmo com esse atraso, é inegável que o Optimus 2X ainda merece a alcunha de peso-pesado por sua configuração, conectividade e câmera acima da média.


Sem dúvida, o uso da APU Tegra 2, da Nvidia é o que mais salta aos olhos nas especificações desse celular. Ela combina os dois núcleos do processador Cortex A9, com 1 GHz de clock, com o peso da marca GeForce no processamento gráfico.

Já os 512 MB de RAM e o armazenamento de 4 GB (cartão micro SD incluso) são menos impressionantes, ainda que condizentes com o padrão dos smartphones top de linha atuais.

Números que se refletiram nos resultados dos benchmarks. Avaliado em 2401 pontos pelo Quadrant, o Optimus 2X foi catapultado para o segundo lugar no ranking de smartphones que já passaram por esse teste aqui no INFOlab.

Perdeu apenas para os 3148 pontos do Galaxy SII. Mas a LG deu o troco na Samsung ao superar o SII no bechmark de performance gráfica Neocore, com uma média de 75 fps contra 59,8 fps.

Milestone 3 – Nota 8,4

Quem está acostumado com o design sisudo e com tom mais corporativo da linha Milestone não irá se espantar com a terceira geração do aparelho. Mais grosso e pesado que os concorrentes, o Milestone 3 traz um processador de dois núcleos com 1 GHz para rodar o Android 2.3.

O sistema traz a interface modificada da Motorola, que não costuma ser bem recebida pelos usuários. Entretanto, o cuidado visual e suavidade dos movimentos podem convencer até os mais céticos.


Mesmo indo na contramão da concorrência, o aparelho mantém o bom e velho teclado QWERTY físico, com teclas bem espaçadas e digitação confortável. A câmera de 8 megapixels faz boas imagens e grava vídeos em 1.080p, que podem ser exibidos na TV graças à microHDMI.

Com 185 gramas e medidas de 6,4 por 12,4 por 1,4 centímetros, o Milestone 3 é mais pesado que os concorrentes e seus antecessores. O aparelho mantém a tela deslizante no mesmo estilo do Milestone 2, assim como o layout do teclado QWERTY, que substituiu o controle direcional por setas.

Essa característica, somada ao novo teclado numérico na parte superior e aos LEDs que indicam o uso das teclas CAPS e ALT, o teclado do aparelho é o que mais se assemelha a o de um computador. A digitação é bastante confortável e ágil, mesmo perdendo no layout para o Nokia E7, único a trazer uma tecla Ç para a competição, a Motorola acertou nas mudanças.

Na parte superior, o tradicional botão para ligar/desligar e travar a tela continua centralizado, com um conector P2 para fones de ouvido à sua direita.

Em uma das laterais há o controle de volume, na outra há uma porta microUSB para recarregar a bateria e transferir dados com o PC e uma saída microHDMI.

A exibição de conteúdo em uma TV de alta definição (cabo incluso) varia conforme as ações do usuário. Durante o uso comum do aparelho, a imagem é centralizada na TV na posição vertical. Na hora de ver um filme ou mesmo a galeria de imagens toda tela é ocupada.


Equipado com um OMAP4, de dois núcleos de 1 GHz, 512 MB de memória RAM e 16 GB de memória interna (expansível por cartão microSD), esse aparelho se aproxima muito do Atrix, primeiro Motorola com dois núcleos. A diferença é que seu irmão mais fino conta com um Nvidia Tegra II (ARM Cortex A9).

O hardware, ligeiramente abaixo dos concorrentes na memória RAM, e consideravelmente mais fraco que o Galaxy SII no processamento, cuidou de todas as tarefas comuns ao aparelho sem nenhum problema.

No Quadrant o Milestone 3 atingiu 2.071 pontos, ficando abaixo do LG Optimus 3D (2.650 pontos) e do campeão Galaxy SII (3.148 pontos). Nos testes do INFOlab com o Neocore, que avalia o processador gráfico, o aparelho registrou 58,2 frames por segundo, que apesar de ser uma boa taxa, também fica atrás dos concorrentes.

Optimus Black – Nota 8,4

Com menos de 1 centímetro de espessura, o Optimus Black já teve o passaporte carimbado pelo INFOlab em Março, quando ele não passava de um jovem protótipo.

Agora ele volta mais maduro na sua versão final com algumas (não muitas) diferenças. Embora a configuração e a versão do Android (2.2) tenham permanecido a mesmas, algumas surpresas foram adicionadas, como o botão “G” que utiliza o acelerômetro para fazer a rolagem de tela.

A LG também incluiu alguns aplicativos interessantes, como o Wi-Fi Direct, que transfere arquivos à maneira do Bluetooth, e o Remote Call, que confere acesso remoto a um funcionário do suporte técnico caso haja algum problema com o aparelho. No final das contas, a configuração básica do Optimus Black não mudou desde que recebemos o protótipo.


A mesma CPU Cortex A8 (1 GHz), a mesma GPU PowerVR SGX530 e os mesmos 512 MB de RAM continuam acompanhando o fininho da LG. Não que isso seja um ponto negativo, considerando que esse smartphone não se propõe a ser a máquina mais potente do mercado.

Essa configuração é comparável à dos Androids que utilizam a Snapdragon S2. O Optimus Black marcou 1293 pontos no benchmark de desempenho Quadrant, não muito atrás dos 1354 pontos do Xperia Play.

Já o benchmark Neocore mediu uma frequência de 46 fps, um pouco baixa, mas nada que prejudique o uso do aparelho na maioria das situações. Com efeito, a navegação pela internet flui bem, inclusive em sites com grande presença de Flash.

Xperia Play – Nota 8

O Xperia Play, o aguardado Playstation Phone, é feito sob medida para quem adora jogos e faz questão de um smartphone eficiente. Só não espere dele todos os recursos de ponta do Android mais sofisticado ou do console de bolso mais irado.

Os responsáveis pela diversão são controles com layout similar aos do videogame PS3 e os (até agora) poucos jogos otimizados para o Xperia Play.

A resposta às ações pelas teclas direcionais X, quadrado, triângulo e círculo e os dois botões traseiros é rápida e precisa. O mesmo não pode ser dito dos controles touch, que assumem as funções das alavancas. Porém, depois de algum tempo jogando nos testes do INFOlab, várias pessoas reclamaram do cansaço nas mãos.


O Xperia Play possui uma central onde ficam os games instalados (ele já vem com Bruce Lee Dragon Warrior, Fifa 10, Star Battalion e Sims 3) e uma vitrine para outros títulos. Porém, não se trata de uma loja.

Ao escolher um, o usuário é direcionado para o site do desenvolvedor ou para o Android Market para fazer a compra. Dependendo do jogo, dá para travar disputas multiplayer pela internet ou efetuando uma conexão ponto a ponto por Wi-Fi entre dois Xperia Play. Infelizmente, ele não tem saída microHDMI.

É claro que todos esses jogos não poderiam deixar de ser acompanhados por um hardware sólido. Para essa missão, o Xperia Play conta com o poder de fogo da APU veterana Snapdragon S2, que pode não ser das mais novas, mas ainda da conta do recado.

Ela combina uma CPU Scorpion de 1 GHz com uma GPU Adreno 205. Assim como seu irmão magrelo Xperia Arc, o Play se dá bem com multitasking e flash, para não falar nos jogos, que rodam sem lentidão.

Galaxy Ace – Nota 7,6

Armado com um processador de 800 MHz, o Galaxy Ace está distante dos smartphones top de linha, mas figura como um verdadeiro ás em sua vizinhança, entre os aparelhos de entrada.

O principal atrativo do aparelho é a relação entre custo e benefício, já que por 800 reais ele traz recursos de sobra como câmera de qualidade, tela de 3,5 polegadas, DLNA com o Samsung All-Share e Android 2.2 (Froyo). 


Além do poder de fogo, o aparelho tem um visual sóbrio, mas ainda assim atraente, e pesa 113 gramas. De cara o Galaxy Ace apresenta dois pontos fracos: pouca memória interna e uma gravação de vídeo com qualidade desprezível.

Com cantos arredondados e corpo construído totalmente em plástico, os 5,9 por 11,1 por 1,2 centímetros do Ace conferem uma boa empunhadura e conforto para carregá-lo no bolso.

A tampa traseira tem uma textura áspera interessante, pois além da aderência, torna o manuseio agradável. O Ace não é um aparelho grande. Ligeiramente menor, e tão fino quanto o iPhone 4, ele só perde para modelos mais recentes, como Xperia Arc ou mesmo o Galaxy S II, seu irmão topo de linha.

Nokia E7 – Nota 7,5

Design elegante, tela de ótima qualidade e design elegante sãos os destaques do Nokia E7, um bom smartphone que tem como ponto fraco um sistema operacional que será descontinuado.

Equipado com processador e memória medianos, o aparelho traz uma câmera de 8 MP que grava vídeos em 720p a 30 quadros por segundo, além de saída HDMI e um excelente teclado QWERTY físico, único que já passou pelo INFOlab com a tecla “Ç”. Por 1.599 reais, o E7 oferece hardware para competir em alto nível, mas a falta de aplicativos e o sistema defasado podem fazer com que iOS e Android sejam muito mais sedutores.

A tela AMOLED de 4 polegadas, com 360 por 640 pixels, tem uma qualidade equiparável aos smartphones topo de linha de concorrentes, bem como uma boa resposta aos toques. 


No entanto, a resposta do Symbian é lenta. O deslocamento entre as telas iniciais não acompanha os dedos como no iOS e Android. A mudança de tela se dá depois de executado o gesto. Isso pode induzir uma interpretação na lentidão de resposta. Nos menus internos, aplicativos e browser, a boa sensibilidade da tela pode ser reconhecida de imediato.

Nokia C7 – Nota 7,3

Com tela de 3,5”, câmera de 8 megapixels e 8 GB de armazenamento interno, o C7, da Nokia, tem força para brigar com outros smartphones de entrada.

Seu ponto negativo, no entanto, fica por conta do Symbian^3. Mesmo com um processador ARM 11 de 680 MHz, que fica na média da categoria, há lentidão com muitos aplicativos abertos e ocasionalmente no uso simples.

A gravação de vídeo em 720p e o bom resultado da câmera são muito superiores ao de aparelhos como o Optimus Me, da LG, e o Galaxy Ace, da Samsung. Com um visual mais tradicional em relação ao seu irmão topo de linha, o N8, esse aparelho tem altos e baixos. O preço de 926 reais fica salgado quando comparado ao dos concorrentes.

Problemáticas do Symbian^3 à parte, o C7 tem o necessário para um smartphone de entrada. A câmera de 8 megapixels possui flash LED, opções básicas para ajuste de luminosidade e efeitos de cor.

As fotos são registradas com 3.264 por 2.448. Outro ponto de destaque é a gravação de vídeo em 720p a 25 quadros por segundo. O player de música e vídeo segue o padrão da Nokia, oferecendo os recursos básicos de maneira eficiente, exibindo capas de álbuns e gerenciando listas.

É possível escolher uma frequência de rádio e transmitir o que é executado. Com isso o usuário pode tocar no rádio do carro as músicas do celular, por exemplo. O alcance do transmissor não supera os dois metros, o que fica dentro da normalidade. Alguns acessórios do tipo costumam oferecer o mesmo alcance.