Para a Microsoft, Windows 10 será a “a última versão do Windows”

Windows 10 mudará a forma como Microsoft distribuirá atualizações – e será o primeiro dos sistema dela a ser oferecido como um serviço

A Microsoft revelou nesta semana que o Windows 10 deve ser “a última versão” na história do sistema operacional. A declaração veio de um desenvolvedor e evangelista da empresa, Jerry Nixon, que participou nesta semana de uma apresentação na Ignite, conferência da empresa para desenvolvedores realizada entre os dias 4 e 8 de maio.

“Neste exato momento estamos lançando o Windows 10, e como o Windows 10 é a última versão do Windows, ainda estamos trabalhando nele”, disse o especialista, remetendo a algo que já havia sido mencionado em janeiro deste ano. Segundo o The Verge, Nixon explicava que o desenvolvimento do sistema acontecia junto com o lançamento do Windows 8.1, feito no ano passado. É algo incomum, mas que já indicava o caminho que a MS tomaria com o novo SO – que finalmente será oferecido como um serviço.

A ideia, porém, não é acabar com updates e correções de falhas, e nem mesmo deixar o sistema esquecido. É algo bem longe disso, na verdade: como já apontavam os rumores sobre o Redstone, os planos envolvem lançar grandes atualizações em determinados períodos do ano, todas rodando sobre o mesmo Windows 10. E elas não serão as únicas, visto que outros patches menores devem sair mensalmente, assim como já ocorre hoje.

Essas pequenas melhorias devem ser aplicadas regularmente a funções e componentes específicos do sistema, que passou a ser mais dividido. Como o Verge explica, o menu Iniciar e os aplicativos que já vêm instalados – ou que são desenvolvidos pela MS, como o Office – funcionam agora de forma separada do núcleo do sistema, o que facilita a chegada e a instalação de atualizações. Traçando um paralelo, talvez não seja muito diferente do que o Google faz hoje com o Android, por exemplo: um serviço (no caso, o Google Play Services) fica responsável por trazer esses updates menores, mas não gerencia o sistema.

A Microsoft confirmou à reportagem do site que a ideia é realmente tornar o Windows um serviço, entregando atualizações de forma contínua. O comunicado enviado ao site, porém, não diz nada sobre eventuais mudanças no nome do sistema e nem sobre futuros lançamentos – que podem sim acabar acontecendo, mas com bem menos pompa do que hoje.