O que as redes sociais dizem sobre os ovos de Páscoa?

Levantamento de empresa de inteligência artificial indica preferência por comércios locais

São Paulo – A brasileira Stilingue, empresa de inteligência artificial, realizou um estudo durante os 45 dias que antecederam a Páscoa deste ano para entender o comportamento do consumidor na data e o papel dos comerciantes na internet. O levantamento revela que a valorização do microempreendedor e da produção artesanal de ovos de páscoa teve aumento em 2019. Eles chegaram a desafiar produtos de marcas tradicionais, de acordo com dados coletados nas redes sociais.

Após uma análise feita em aplicativos como Facebook, Twitter e Instagram, foram contabilizadas mais de 368 mil menções que destacavam uma preocupação social para com os comerciantes locais, e os tutoriais sobre como fazer o seu próprio ovo de páscoa estão representados como 18% dessas menções. Uma razão para o aumento de encomendas caseiras é a proximidade que o cliente sente com o vendedor.

Nesse segmento, as mulheres são mais frequentemente encontradas, como vendedoras/consumidoras, visto que aparecem em mais de 63% das postagens, e o termo “mãe” foi encontrado pelo sistema de busca da empresa em 7,8 mil publicações.

Outros termos bastante mencionados foram “crise”, “dinheirinho extra”, “empreendedorismo” e “oportunidade”, fato que reforça a ideia de que a Páscoa de 2019 está mais concentrada em um movimento de empatia e ajuda ao próximo, do que consumir os tradicionais ovos das grandes empresas.

 

 (STILINGUE/Divulgação)

Ainda que esse lado social tenha crescido, as marcas tradicionais ainda rendem menções nas conversas públicas das redes: Ninho, KitKat, Nutella, Kinder Bueno e Oreo foram os sabores mais comentados pelos usuários como sabores para ovos de colher.

 (STILINGUE/Divulgação)

No entanto, a campanha “Páscoa Saudável” sofre baixa visibilidade e tem dificuldades para alcançar o público de forma abrangente. Em 2019, produtos com baixa lactose e sem glúten interessaram menos aos consumidores. Marcas como Brasil Cacau, Cacau Show e Kopenhagen registraram queda: juntas, suas publicações sobre ovos saudáveis e veganos ou vegetarianos somam menos de 80 postagens, e microempreendedores impactaram menos de duzentos mil perfis com suas produções fitness caseiras.