Para onde vai o Google? É uma boa pergunta, diz Larry Page

Em carta publicada aos investidores, o CEO e co-fundador do Google, Larry Page, fala sobre qual acredita ser o futuro da empresa, mas não esclarece muito

São Paulo – Larry Page, co-fundador e CEO do Google, publicou sua carta anual para investidores da empresa. Nela, ele fala sobre qual deve ser o futuro do Google. “Nós avançamos bastante em um tempo curto e as pessoas naturalmente perguntam, o que é o Google hoje e para onde vocês estão indo? É uma boa pergunta”, escreve Page no início da carta.

Na carta, ele fala também sobre o presente: mecanismos de busca (que fazem 100 bilhões de buscas por mês), Chrome, design e também sobre o Chromecast.

Ainda dentro do Google.com, Page comenta sobre o mecanismo de buscas dos seus sonhos: aquele que fornece informações no momento exato que elas são necessárias. Ele cita o Google Now, com dicas baseadas em geolocalização ou na rotina do usuário como um exemplo disso. Page também deseja alcançar modos de buscas menos formais. Ele usa como exemplo uma pesquisa relacionada à Torre Eiffel.

“Contexto melhorado irá ajudar a fazer buscas mais naturais. Estamos chegando mais perto: pergunte qual a altura da Torre Eiffel e depois pergunte quando ‘ela’ foi construída. Entendendo o que ‘ela’ quer dizer em diferentes contextos, podemos fazer uma busca mais conversacional”, Page explica.

Larry Page também fala sobre os cinco bilhões de pessoas que ainda não estão conectadas—ou seja, dois terços da população não têm sequer acesso básico à internet. Nesse momento, Page fala sobre o Loon, o projeto do Google de levar internet a pontos afastados do globo usando balões.

Por último, Page fala sobre as mentes ousadas que formam o Google. Ele fala sobre a compra da Nest e sobre outros dois exemplos mais interessantes. O primeiro é a Calico, uma startup de saúde. “Ela é focada em saúde, bem estar e longevidade”, escreve Page. O segundo exemplo é a Iris, “uma lente de contato inteligente para transformar a vida de pessoas com diabetes”, explica.

Larry Page termina a carta falando sobre como os 16 anos de existência do Google permitiram que a empresa apenas visse a superfície do que é possível ser feito. “O mundo pode ter mudado muito ao longo dos anos, mas hoje nós estamos motivados pelo potencial de fazer diferença nas vidas das pessoas do mesmo jeito que estávamos quando começamos”, termina Larry Page.