O avanço inabalável do Facebook

O Facebook divulga hoje mais um balanço trimestral e, assim como vem acontecendo, ninguém espera resultados ruins. O faturamento esperado é 6,9 bilhões de dólares, 59% maior do que no mesmo trimestre do ano passado, e duas vezes maior que dois anos atrás.

Os motivos para comemorar não faltam. A venda de anúncios, principal produto do Facebook, tem tido crescimento constante. No primeiro semestre do ano, essa fonte de receita aumentou 60%, chegando a 11,4 bilhões de dólares. O Facebook já é a segunda companhia que mais vende anúncios digitais no mundo, com um parcela de 13% do mercado — só fica atrás do Google, que detém 32% do mercado mundial. Para o final de 2018, a expectativa é que a empresa arrecade 33,8 bilhões de dólares em anúncios digitais.

Nem tudo são flores, porém. Para além da beleza dos números, o Facebook tem enfrentado uma série de problemas. Em setembro, surgiram denúncias de que a empresa superestimou as visualizações de vídeos entre 60% e 70% durante dois anos. No começo de outubro, uma nova ferramenta, chamada Marketplace, foi disponibilizada nos Estados Unidos para vendas: surgiram pessoas comercializando bebês, armas e drogas. Na última semana, a rede social foi alvo de críticas ao permitir segmentar as vendas de anúncio por raça.

Até aqui, tudo isso não passa de um punhado de pormenores. O número de usuários já chega próximo de 2 bilhões, quase um terço da humanidade. As ações da companhia seguem crescendo e já acumulam alta de 26% no ano. Se confirmarem a previsão, os resultados de hoje devem estimular ainda mais o desempenho na bolsa.