Pesquisa mostra que comportamento jovem na web não pode ser generalizado

A Fundação Telefônica Vivo apresentou hoje (27) os resultados da Pesquisa Juventude Conectada, que mostraram que os comportamentos dos jovens que navegam na Internet

A Fundação Telefônica Vivo apresentou hoje (27) os resultados da Pesquisa Juventude Conectada, que mostraram que os comportamentos dos jovens que navegam na Internet não podem ser generalizados.

“Não dá para generalizar os jovens na Internet. A generalização está ficando ultrapassada”, afirmou Brasilina Passarelli, professora da ECA/USP e coordenadora científica do projeto. O estudo derruba a ideia — que alguns adultos podem ter — que adolescentes ficam o dia todo no Facebook, por exemplo. Uma das diversas metodologias utilizadas incluía o monitoramento da navegação de dez jovens por meio de um software, e ela disse que todos estes navegavam de modos completamente distintos na web.

Também foram coletadas informações de 1440 jovens entre 16 e 24 anos, das classes A à D, de todas as regiões do Brasil, e que utilizam a Internet há pelo menos cinco anos.

No resultado apresentado, os jovens foram separados em três níveis em relação ao uso da Web 2.0: explorador iniciante, intermediário e avançado. As categorias não foram criadas apenas com base nas horas de acesso, mas também no uso prático da rede, indo do mero uso para redes sociais até uma busca por conhecimento mais complexo e também a preparação para o mercado de trabalho.

Gabriella Bighetti, Diretora Presidente da Fundação, disse que a ideia de fazer a pesquisa veio da vontade de compreender melhor os modos como os jovens lidam com a tecnologia e também tentar entender como será o futuro, principalmente na Internet.

Para ela, um dos pontos mais surpreendentes da pesquisa foi relativo ao empreendedorismo, já que a maioria dos jovens conectados afirmou acreditar na importância da Internet como um apoio aos futuros negócios. Destes, 35% pensam em usar a rede para desenvolver suas empresas.

Outros dados mostram que 71% dos jovens utilizam a Internet pelo celular. O meio de comunicação mais utilizado por 45% são as redes sociais ou mensagens instantâneas. Os assuntos mais procurados na web são cultura e esportes.

Para 53% deles, a Internet melhora o relacionamento entre alunos e professores. Um novo padrão de estudo também foi revelado pela pesquisa: a busca de conteúdo na Internet é mais relevante para os jovens do que qualquer outro tipo de fonte, como revistas e jornais e as próprias escolas. Apesar disso, a maioria declarou aprender mais em aulas presenciais do que à distância, com 22% declarando já ter feito cursos do tipo.

A pesquisa foi realizada em parceria com o IBOPE Inteligência, o Instituto Paulo Montenegro e a Escola do Futuro, da USP.