Moto Maxx

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Com o Moto Maxx, a Motorola levou a sua família de smartphones ao patamar mais elevado do mercado, habitado por concorrentes de peso, como o Samsung Galaxy Note 4, o Sony Xperia Z3 e os iPhone 6 e 6 Plus. A fabricante fez uma aposta com base no sucesso que obteve com o seu celular anterior e lançou um Moto X mais potente. Ou seja, o aparelho está sempre alerta para detectar comandos de voz, que são atendidos pelo assistente Google Now — uma tecnologia de reconhecimento de voz que é exclusividade da Motorola.

Não há grandes novidades, em termos de usabilidade, para quem já mexeu em um Moto X. Nada de surpresas também no sistema, uma vez que a interface do Android continua essencialmente pura e com poucos aplicativos pré-instalados.

Com ajuda da tecnologia da Qualcomm, o Moto Maxx é o recordista de duração de bateria do INFOlab no ano de 2014, apesar de ser seguido de perto pelo Galaxy Note 4, que usa o mesmo processador. O novo smartphone da Motorola se coloca como um dos melhores smartphones disponíveis no mercado brasileiro por contar com uma configuração de hardware potente, um assistente pessoal sempre alerta (vale lembrar, que entende português) e oferecer uma interface sem modificações pesadas.

Este é o primeiro celular da Motorola a ultrapassar a casa dos 2 mil reais nos últimos anos. Ainda assim, com preço sugerido de 2 199 reais, o Moto Maxx é o smartphone de última geração com menor custo no mercado brasileiro. Conheça o aparelho em detalhes a seguir.

Vídeo

Design

A tela do Moto Maxx se destaca. Com resolução QHD, as imagens ficam muito nítidas. Apesar do estonteante número de pixels, fica difícil de notar uma grande diferença em relação a um no uso diário (já que usamos o celular próximo aos olhos). Em momentos de ver vídeos, isso muda. A experiência é consideravelmente mais agradável do que na tela do Moto G ou mesmo na do Moto X. Para efeito de comparação, a experiência é bem parecida com a oferecida pelo LG G3.

A tela do Moto Maxx é grande (e aqui parece que a fabricante levou ao pé da letra a ideia de usar um display de tamanho máximo aceitável para um smartphone). São 5,2 polegadas, assim como no Moto X. A ergonomia do aparelho teria sido muito prejudicada se a empresa tivesse abandonado o design curvo da traseira, um padrão também usado nos outros produtos da linha Moto. Ou seja, mesmo com uma tela grande, a ausências de cantos pontudos e de uma traseira reta ajudam o Moto Maxx a se encaixar de forma aceitável na mão.

A parte de trás do gadget recebeu atenção da fabricante no momento da construção. Lá, encontramos materiais muito resistentes: nylon balístico e kevlar. Assim como no Moto X, não é possível trocar capinhas. Entretanto, a Motorola pecou no acabamento: após algum tempo de uso, a traseira do aparelho começa a mostrar imperfeições, não ricos, mas é como se ela estivesse desfiando, de certa forma.  O smartphone parece ser bastante resistente no sentido de não se quebrar com facilidade, mas, no uso diário, o recomendável é usar uma capa de proteção adicional.

Uma diferença importante do Moto Maxx é que ele conta com botões físicos, em vez de capacitivos (aqueles que ficam na tela e são até mesmo ocultados pelo Android durante o uso).

Não há LED de notificações como no Moto G, mas o celular tem o Moto Display, que mostra, durante poucos segundos, as novidades de aplicativos em uma tela quase totalmente preta (para economizar bateria). Além disso, há sensores localizados na parte frontal do dispositivo que identificam movimentos. Se você passar a mão sobre o Moto Maxx, sem precisar encostar nele, o Moto Display é ativado, mostrando tanto as notificações, quanto o horário.

Configuração

A configuração do Moto Maxx é de produto topo de linha. O gadget tem chip Qualcomm Snapdragon 805 com processador ARM quad core de 2,7 GHz, 3 GB de memória RAM, 64 GB para armazenamento interno, GPU Adreno 420, 4G, Wi-Fi padrão ac, Bluetooth 4.0 e NFC. Ou seja, só faz falta uma entrada para cartão microSD para expandir o espaço para guardas aplicativos e arquivos.

Em jogos pesados, como “Injustice: Gods Among Us”, o Moto Maxx oferece uma ótima performance, livre de lags ou travamentos. Em games casuais, como “Minion’s Rush”, o resultado se repete.

Algo que merece menção especial é o chipset desse smartphone. Quando a Qualcomm anunciou o Snapdragon 805, a empresa destacou que ele vem com quatro núcleos Krait 450 rodando a até 2,7 GHz. Outro destaque é a largura de banda para a comunicação com a memória, que é o dobro do que suporta o Snapdragon 800, ou seja, 25,6 GB/s. O processo de litografia é de 28 nanômetros.

Além disso, o chipset tem capacidade de processar vídeos em 4K, tanto para gravação quanto para reprodução. Por isso, ele aguenta tranquilamente a tela QHD do Moto Maxx.

Mas o principal recurso desse chipset é a tecnologia chamada Quick Charge 2.0. A nova versão permite recarga 75% mais veloz que a convencional, quando o usado o carregador Turbo Charger, que acompanha o Moto Maxx na caixa. Segundo a Qualcomm, em testes de laboratório com produtos com bateria de 3 300 mAh, esses dispositivos atingiu 30% após passar 12 minutos na tomada e 60% em 30 minutos. Colocamos o Moto Maxx, que tem bateria com capacidade de 3 900 mAh, à prova no INFOlab. Confira os resultados a seguir:

– 25%: 26 min
– 50%: 48 min
– 75%: 1h14
– 100%: 2h00

Apesar de ser uma velocidade acima da média, ela não supera a que é oferecida pelo Galaxy Note 4, que tem o mesmo chipset da Qualcomm, porém, menos capacidade de carga: 3 220 mAh. O gadget da Samsung foi de zero a 100% em 1h34.

Benchmarks

Quadrant (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto Maxx 22298
Moto X 22283
AnTuTu (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto Maxx 48180
Moto X 45386
Vellamo (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto Maxx 3821
Moto X 3262
3D Mark Icestorm (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto Maxx 20554
Moto X 19672

Assistente pessoal em português

Assim como o Moto X, o Moto Maxx tem o assistente pessoal Google Now sempre ativo. O recurso é ótimo para, por exemplo, controlar o celular à distância, mandando-o iniciar uma playlist de músicas do Metallica no YouTube ou então para enviar mensagens de texto enquanto você está ao volante. Além dos componentes de hardware já mencionados, o smartphone conta com dois processadores extra: um de linguagem natural, usado para compreender as palavras ditas pelo seu dono, e outro de computação contextual permite ao produto saber onde está. Ao tirarmos o aparelho do bolso, o Moto Display se acende, mostrando as notificações e o horário.

Voltando ao Google Now, é possível utilizar o aplicativo chamado Moto para personalizar a palavra-chave do assistente virtual. Antes, no primeiro Moto X, era mandatório dizer “Ok, Google Now” para ativar o recurso e começar a dar comandos de voz ao produto. Mas agora você pode, por exemplo, dar até mesmo um nome para o seu gadget e chamá-lo quando precisar de algo.

Nos testes realizados pelo INFOlab, como mostra o vídeo acima, o Moto Maxx atendeu bem aos comandos de voz e executou com relativa rapidez todas as tarefas.

Bateria

O “Maxx” do nome do smartphone da Motorola certamente se refere à bateria. O Moto Maxx oferece o máximo de bateria possível atualmente. Recordista de 2014 do INFOlab, o celular aguentou a reprodução de vídeos com brilho de tela no máximo, otimizações de software desligadas e Wi-Fi e Bluetooth ativos durante 12h22. Contudo, é importante destacar que o Galaxy Note 4 se saiu melhor em termos de gestão de energia, uma vez que aguentou somente 7 minutos a menos que o Moto Maxx apesar de ter capacidade de carga de 3 220 mAh.

Sistema

O sistema do Moto Maxx é o Android KitKat (4.4.4), mas a fabricante garante atualização para a edição Lollipop (5.0). A interface não muda em nada em relação ao Moto X de 2014. Há alguns aplicativos pré-instalados, como de praxe. São eles o Moto, que agrupa o Assist (usado para criar rotinas de uso com base na localização ou horário) e também a opção de cadastro e personalização do comando de ativação do Google Now; O Motorola Migração, que importa seus dados de um gadget Android antigo por meio de um QR Code; e o Alerta,  que manda SMS para um determinado número automaticamente com base na sua localização.

 Câmera

A câmera do aparelho não é das melhores, apesar de ter seus 21 MP. O nível de detalhamento das imagens é inferior à de produtos concorrentes, como o iPhone 6 Plus, por exemplo. Em ambientes externos, a luz do sol ajuda na captura de informações de luz com maior qualidade do que em locais internos. Ainda assim, há ruído. Um detalhe importante que a empresa não costuma ressaltar é que a resolução de 21 MP só está disponível para o formato 4:3, portanto, o máximo que você consegue com esse aparelho em 16:9 é uma imagem com resolução de 15,5 MP.

Foto por: INFO

Foto por: INFO

A câmera frontal tirar fotos com 2 MP e aqui há um recurso interessante: você pode pedir ao Moto Maxx para tirar uma selfie e um temporizador de 3 segundos é iniciado para que você tenha tempo para fazer a pose.Confira abaixo um exemplo capturado pelo analista de qualidade do INFOlab Leonardo Veras.

Foto por: Leonardo Veras

O Moto Maxx filma em Full HD e até mesmo em 4K. No entanto, especialmente no segundo caso, você precisará ter bastante espaço livre na memória, uma vez que o gadget não aceita uso de cartão microSD para armazenar as imagens em uma unidade externa. A captura de vídeos é de boa qualidade e essa é uma das únicas formas de tirar proveito total da sua tela QHD (afinal, não há muitos conteúdos disponíveis em nenhuma dessas resoluções).

Vale a pena?

Se o Moto X 2014 é um excelente smartphone, sem recursos estonteantes, o Moto Maxx é ainda melhor e surpreende pela duração recorde de bateria. O gadget não deixa o usuário na mão durante o dia, se houver alternância em formas de uso médio (navegação web e reprodução de músicas) e intenso (games e vídeos). Sendo assim, quem procura um celular com longa duração de bateria e tela de boa qualidade pode investir em um Moto Maxx, uma vez que ele é um dos melhores aparelhos Android do mercado brasileiro. 

Ficha técnica

Sistema operacional Android 4.4.4 (KitKat)
Chipset Qualcomm Snapdragon 805 (APQ8084)
CPU (SoC) ARMv7 Krait 450 Quad Core 2.7 GHz
GPU (SoC) Adreno 420
RAM 3 GB
Armazenamento 64 GB
Conexões 4G (LTE-A Cat 4), Wi-Fi ac dual band, GPS com GLONASS, Bluetooth 4.0,
Tela 5,2” QHD (2560 x 1440 pixels)
Câmera 21 MP e 2 MP
Peso 173g
Bateria 12h22

Avaliação técnica

Prós Duração de bateria, Tela QHD, Google Now sempre ativo
Contras Câmera
Conclusão Ótimo smartphone, uma espécie de Moto X melhorado
Configuração 9,2
Usabilidade 8,7
Diversão 8,7
Bateria 9,6
Design 7,5
Média 8.7
Preço R$ 2 199