Moto G 4G

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O Moto G é o smartphone de maior sucesso da história da Motorola. O evento de lançamento mundial foi realizado na cidade de São Paulo, em novembro de 2013. O gadget chegou custando 650 reais, uma afronta para o Samsung Galaxy S4 Mini que tinha configuração semelhante, mas custava o dobro do preço à época. Algo que fazia falta no smartphone da Motorola, entretanto, era uma forma de expandir o espaço para armazenamento de arquivos. Em maio deste ano, junto com a chegada do irmão mais novo Moto E, o Moto G ganhou uma nova edição com dois recursos importantes: suporte para cartão microSD e conexão 4G compatível com o padrão brasileiro.

[Conheça o método do INFOlab]

O aparelho em si não mudou em nada. Ou seja, o produto continua a oferecer bom design, configuração de hardware que dá conta do recado e, talvez o melhor, um sistema Android praticamente sem modificações e com atualizações de software que chegam com agilidade. Essas são as principais “armas” do Moto G, que agora conta com rivais à altura para sua faixa de preço, como o Sony Xperia M2 e o Lumia 635, ambos com 4G e suporte para cartão de memória.

Design

O design do Moto G é o mesmo. Sua traseira curvada oferece boa ergonomia, mas sua tampa traseira lisa não oferece muita aderência, fazendo com que o gadget, eventualmente, escorregue da mão. A capa traseira pode ser trocada, porém este modelo não vem acompanhado com outras opções na caixa, algo que é exclusivo da edição Colors, que custa o mesmo preço, mas não tem 4G.

As bordas ao redor da tela são finas e isso faz com que o Moto G não seja muito grande, apesar de ter a avantajada tela com 4,5 polegadas com resolução HD. Os botões são capacitivos e ficam na parte inferior da tela do gadget. O botão de desbloqueio e os controles de volume continuam na lateral direita do aparelho, o que oferece fácil acesso, em especial, para destros. O conector de fone de ouvido P2 fica na parte de cima do aparelho, um bom posicionamento se você ouve músicas com ele no bolso. A conexão de recarregamento continua sendo o microUSB.

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Configuração

A configuração do Moto G sofreu pequenas alterações. As principais inovações são a porta para microSD de até 32GB e o suporte para a rede 4G brasileira. Fora isso, a configuração é a mesma do modelo anterior. Seu processador é um Qualcomm Snapdragon 400 quad core com velocidade máxima de 1,2 GHz, 1GB de memória RAM, processador gráfico Adreno 305, Wi-Fi padrão N, Bluetooth 4.0, bateria de 2.040 mAh e sistema Android KitKat.

Reproduzindo filmes em alta resolução ou em jogos, o aparelho não apresentou nenhum tipo de travamento, os jogos Asphalt Urban 8 e Real Racing 3 rodaram fluídos e sem nenhum tipo de problema.

Nos benchmarks, o produto se saiu bem e se mostrou à frente de alguns concorrentes. Confira a seguir.

Quadrant (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto G 8934
Xperia M2 8610
Galaxy Core Plus 4935
AnTuTu (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto G 17328
Xperia M2 17311
Galaxy Core Plus 13067
Vellamo (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Moto G 1571
Xperia M2 1317
Galaxy Core Plus 1771

4G

Para testar a conexão LTE do aparelho, o INFOlab usou o aplicativo Simet Mobile, com um chip pré pago da Claro. Os resultados foram taxas de TPC Download de 17,28 Mbits/s e Upload 2,39 Mbits/s, ou seja, a rede LTE funciona sem problemas.

Vídeo

Sistema

Foto por: Reprodução

O sistema do Moto G é um destaque por dois motivos, que são, aparentemente, simples, porém raros: como o smartphone foi lançado quando a Motorola ainda pertencia ao Google, o sistema Android é praticamente puro, sem skins e com poucos apps pré-instalados, e ele recebe atualizações de software rapidamente.

Diferentemente de seu irmão mais velho, o Moto X, este gadget da Motorola não oferece o chip dedicado para processamento de linguagem, que permite que o assistente pessoal Google Now seja ativado apenas com um comando de voz. Mas não se engane: a ativação por voz é o diferencial, o Google Now está presente no Moto G, assim como na grande maioria dos aparelhos que rodam sistema Android.

O Migração Motorola é um dos poucos apps pré-instalados no Moto G. Ele serve para importar os seus contatos e mídias de um aparelho que também tenha sistema Android. Para isso, é preciso baixar o aplicativo no celular antigo e abri-lo nos dois dispositivos. O novo irá escanear o antigo, que exibirá um QR Code. Após alguns segundos de análise, todos os seus dados estarão no seu novo smartphone.

Outro app útil do Moto E é o Motorola Assist, que permite automatizar tarefas de acordo com a localização do aparelho. Por exemplo, quando você estiver no trabalho, o modo silencioso ficará ativado automaticamente até que você saia.

Já o Motorola Alert funciona como um app de alerta para situações risco. São três opções “Seguir”, que envia um SMS para o seu contato emergencial toda vez que a sua localização mudar; “Encontrar”, que manda uma mensagem de texto para um contato indicando onde você está; e, por fim, o “Emergência”, que liga para o número cadastrado, além de enviar um SMS com as informações da sua localização.

Bateria

O Moto G permaneceu ligado por 5h35 executando vídeos com WiFi e Bluetooth ativos, otimizações de software desligadas e brilho no máximo cenário que simula o padrão de uso intenso. Em comparação com a edição anterior, a autonomia de uso piorou. O primeiro Moto G a passar pelo INFOlab aguentou por 6h54 no mesmo teste.

Câmera

Não houve alterações na câmera do Moto G. Apesar de ser seu ponto mais fraco, isso não significa que sua câmera seja ruim, mas ela não captura fotos com boa qualidade devido ao seu pequeno  sensor — apesar de ser capaz de fazer registros com 5 MP. A câmera traseira possui flash LED e registra imagens com tamanho máximo de 2592 x 1944 pixels. Ela também faz filmagens em 720p a 30fps.

Em situações ideais de iluminação, o Moto G registra boas imagens – se o intuito for compartilhar fotos em redes sociais, por exemplo. Seu menu possui apenas uma barra lateral de rolagem com opções bem simples, como flash, controle de foco, HDR e slow motion. A Motorola parece ter apostado numa interface mais clean, com configurações de foto automática, semelhante a vista nos iPhones.    

Foto por: INFO

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Vale a pena?

O Moto G é um ótimo aparelho intermediário para quem quer gastar pouco e quer um produto que ofereça boa usabilidade. Com o preço de 799 reais, ele se posiciona no mercado brasileiro como uma opção de bom custo-benefício para quem gosta da experiência de uso oferecida pelo Android puro, mas não quer ou não pode investir em um Nexus 5. Outro ponto de destaque é o suporte para a rede 4G, algo relativamente raro ainda nos dias de hoje. Mas, sem dúvida, o que faz a diferença deste modelo em relação à sua versão dual chip é a possibilidade de expansão da memória interna com um cartão microSD. Se a falta de espaço para armazenamento era o problema que você via no Moto G, então, ele não existe mais.Não há leitores biométricos, sensor de batimentos cardíacos, tela QHD nem recursos fitness. O Moto G cumpre bem o que se propõe a ser: um bom smartphone.

Ficha técnica

Sistema operacional Android 4.4 (KitKat)
Chipset Qualcomm Snapdragon 400
CPU (SoC) ARMv7 Cortex A7 Quad Core 1.2 GHz
GPU (SoC) Adreno 305
RAM 1GB
Armazenamento 8GB + microSD
Conexões LTE, Wi-Fi, Bluetooth 4.0, A-GPS com GLONASS.
Tela 4,5” HD
Bateria 5h35

Avaliação técnica

Prós Boa configuração, ótimo custo-benefício, tela grande, 4G, suporte para microSD
Contras Câmera poderia ser melhor; pouca duração de bateria
Conclusão Smartphone que oferece ótima usabilidade, bom preço e esta versão traz a possibilidade de expansão de memória
Configuração 8,5
Usabilidade 8,2
Diversão 7,4
Bateria 7,0
Design 8,4
Média 8.0
Preço R$ 799