Mesmo após fibra, Norte tem banda larga de baixa qualidade

Segundo dados de junho de medição pela Anatel, no Amazonas a Oi e a TIM não atingiram em junho meta na banda larga móvel de velocidade mínima e média

São Paulo – Embora o linhão de Tucuruí já tenha chegado à capital do Amazonas, e com ele a promessa de que com a fibra óptica implantada a banda larga na região atingirá o mesmo patamar das regiões Sul e Sudeste, o serviço no estado continua ruim.

De acordo com os dados de junho de medição que está sendo realizada pela Anatel, no Amazonas a Oi e a TIM (companhia dona do linhão) não atingiram em junho a meta na banda larga móvel de velocidade mínima e média, estipulada pela Anatel.

Na banda larga fixa, a Oi descumpriu o indicador “disponibilidade”.

Depois de Manaus, o linhão deve chegar a Macapá (o que está previsto para acontecer até o final do ano), onde a Oi segue ainda distante das metas estipuladas pela Anatel.

A velocidade instantânea apurada em junho foi de 69% da contratada, sendo que a meta é de 95%. Na velocidade média, o cenário é parecido. Enquanto o indicador é de 70%, a empresa entregou só 60%.

Em Roraima e Rondônia, a TIM descumpre as metas de velocidade mínima e média.

No Pará, Oi e TIM descumprem o indicador de velocidade instantânea; e no Maranhão, a Oi descumpre os dois indicadores e a TIM a velocidade instantânea.

Como se vê, TIM e Oi ainda não atingem as metas da banda larga móvel na região.

Em seis estados – Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – e no Distrito Federal, os resultados de algumas prestadoras de banda larga fixa referentes aos meses de maio e junho não estão sendo divulgados por problemas técnicos identificados na conexão com o servidor de medição, localizado em Brasília.

Os resultados da banda larga móvel referentes aos indicadores da Claro em quatro estados – Acre, Amapá, Santa Catarina e Sergipe – não estão sendo divulgados devido à identificação de inconsistências no mapa de cobertura apresentado pela prestadora, o que comprometeu a validade estatística das medições.

Essas inconsistências já estão sendo corrigidas pela prestadora e a Anatel adotará as medidas administrativas cabíveis.