Menino britânico Ashya King fará tratamento em Praga

Ashya King deve deixar a Espanha até segunda-feira para fazer tratamento de tumor cerebral na República Tcheca

O menino Ashya King, levado por seus pais no dia 28 de agosto sem autorização médica de um hospital britânico, deve deixar a Espanha até segunda-feira para fazer tratamento de tumor cerebral na República Tcheca, anunciou neste sábado o advogado da família.

“O tratamento vai começar o mais rápido possível, mas ainda há trâmites burocráticos de como (Ashya) irá”, disse à imprensa o advogado Juan Isidro Fernández Díaz, no hospital de Málaga (sul de Espanha), onde o menino chegou no dia 30 de agosto.

“Acreditamos que tudo ocorrerá neste fim de semana, no máximo até segunda-feira”, acrescentou.

Díaz explicou que a família não decidiu ainda se o menino será levado em avião privado ou a bordo de um avião enviado pelo hospital de Praga, onde ficará internado. Este hospital, o Proton Therapy Center (PTC), propôs na sexta-feira enviar um avião médico a Málaga para transportar Ashya.

A viagem será possível após uma decisão do tribunal de Londres ter autorizado na sexta-feira que o menino, de 5 anos, fosse levado a Praga. Ashya havia sido colocado na semana passada sob tutela da justiça britânica.

Os pais, Brett e Neghemeh King, consideram que o tratamento previsto para o menino no hospital de Southampton (sul da Inglaterra) era muito agressivo e querem levá-lo a Praga para seguir uma radioterapia.

A radioterapia tem como objetivo destruir as células cancerígenas através da irradiação com partículas. Na República Tcheca o tratamento custa 65.000 euros, menos do que nos Estados Unidos (aproximadamente 108.000 euros), segundo o Proton Therapy Center.

Para financiar o tratamento, os pais, Testemunhas de Jeová, decidiram vender a casa que tinham na Espanha.

No dia 28 de agosto, levaram Ashya do hospital de Southampton antes de pegar uma balsa com seus sete filhos, cruzar a França e então se dirigir ao sul da Espanha, onde foram detidos dois dias mais tarde.

A odisseia da família gerou um grande impacto na Grã Bretanha, já que inicialmente pensou-se que se tratava de um sequestro. Os pais foram soltos na terça-feira na Espanha e puderam se reencontrar com o filho no hospital de Málaga.