Magic Leap finalmente lança óculos de realidade aumentada

Headset ganha em variedade, mas não impressiona em sua primeira versão

São Paulo – Após anos de especulação e expectativa, a startup americana Magic Leap finalmente lança seus óculos de realidade aumentada no mercado. Sob a promessa de atuar em diversas áreas, o dispositivo ainda apresenta algumas falhas em sua primeira versão comercial.

O lançamento chama a atenção pelo histórico promissor, porém com algumas decepções, da empresa, que já recebeu 2,3 bilhões de dólares em investimentos desde a sua fundação, em 2010, e conta com gigantes como Google e Alibaba como patrocinadores.

As entregas, no entanto, não têm sido à altura das expectativas. Em agosto deste ano, o primeiro headset da startup, o Magic Leap One: Creator’s Edition, não atingiu a expectativa dos críticos especializados que tiveram contato antecipado com o dispositivo. Quando comparado a seu concorrente HoloLens, modelo desenvolvido pela Microsoft, o Magic Leap One não superou muito as expectativas.

Parcerias mostram diversidade de usos do dispositivo

Agora em outubro, a versão oficial chega ao mercado americano e já conta com parcerias importantes para firmar a intenção da Magic Leap de se mostrar como alternativa de interação tecnológica em diversas frentes. No evento de lançamento desta quarta-feira, a empresa de diagnóstico por imagem Brainlab exibiu uma demo de uma ferramenta poderá ajudar equipes médicas no planejamento de cirurgias ao exibir réplicas de tumores em 3D, por exemplo. Outra ferramenta de visualização exibida foi a da empresa Wayfair, de consultoria em design, que dá uma prévia de como os móveis escolhidos ficariam em um ambiente real.

O destaque do lançamento ficou por conta do jogo “Dr. Grordbort’s Invaders”, fruto de uma parceria de longa data com a empresa de computação Weta. No jogo, a pessoa tem a missão de salvar o mundo de uma invasão de robôs alienígenas e deve matá-los simulando movimentos de tiro em primeira pessoa.

Assista ao vídeo de divulgação que ambienta os jogadores no universo tecnológico do game:

Assim que entra no jogo, o usuário mapeia seu espaço passeando por ele com o Magic Leap, processo que leva até quatro minutos. Uma vez que o dispositivo tenha a configuração do terreno, a narrativa começa e o jogador é atraído para o universo virtual proposto pelo jogo. Os mecanismos de mapeamento, os gráficos e o sistema de som impressionam, mas problemas com o campo de visão e pequenas falhas na mecânica do jogo, segundo avaliação do site TechCrunch, demonstram que o aparelho precisará de ajustes nas próximas versões.

“Esta é a evolução da computação”, disse Shrenik Sadaigi, diretor de experiências na Wayfair. “Seu espaço é sua tela e se torna mais uma variável na plataforma. Queremos que as pessoas gostem do espaço em que vivem”, completa.

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