Lenovo oficializa a compra da Motorola

A Lenovo finalizou nesta quinta-feira (30) a aquisição da Motorola Mobility, que fora anunciada em janeiro deste ano por US$ 2,91 bilhões.

A Lenovo finalizou nesta quinta-feira (30) a aquisição da Motorola Mobility, que fora anunciada em janeiro deste ano por US$ 2,91 bilhões.

A conclusão do negócio é apenas uma formalidade, mas agora permite oficialmente que a Motorola passe a lançar produtos sob o suporte da Lenovo — atualmente a principal fabricante global de PCs.

“Com um amplo portfólio de smartphones, dispositivos vestíveis e PCs, as duas companhias serão posicionadas para alavancar os limites entre escolha e valor, além de trazer novas experiências para os usuários de todo o mundo”, afirmou a Motorola em comunicado.

Segundo a Lenovo, a Motorola continuará a operar como uma subsidiária independente e manterá a sede da empresa em Chicago. 

Como parte do acordo, a Lenovo passará a contar com mais 3.500 funcionários em todo o mundo, sendo somente 2.800 nos Estados Unidos. 

No entanto, a fabricação da linha de smartphones da Motorola, que até então se concentrava nos Estados Unidos, será movida para a China, país sede da Lenovo.

Aquisição – Em 29 de janeiro deste ano, o Google anunciou a venda da Motorola Mobility para a Lenovo por US$ 2,91 bilhões. O valor gerou polêmica no mercado, pois em 2011 o Google adquiriu a fabricante de celulares por 12,5 bilhões de dólares, com o objetivo de desenvolver sua unidade de aparelhos móveis. 

No entanto, o Google a vendeu por menos de um quarto do valor investido, deixando claro que fracassou na tentativa de entrar no segmento de hardware de olho na concorrência com as maiores do setor, Apple, Microsoft e Samsung. 

Já para a Lenovo, a compra da Motorola abre uma porta de expansão mundial e possível liderança em smartphones, um setor que a fabricante americana domina há anos. 

Comprar uma empresa forte em um setor e dominar o segmento em que ela atua não é novidade para a Lenovo. A companhia é hoje líder em vendas de computadores e notebooks no mundo, passo impulsionado pela compra da divisão de PCs da IBM, em 2005.