Krokodil, droga que necrosa membros, chega aos EUA

Na última semana de setembro, reportagens confirmaram os primeiros casos do uso da substânica no estado do Arizona

São Paulo – O Krokodil, droga injetável semelhante à heroína e com efeitos colaterais devastadores, foi registrada no site americano Erowid.

O serviço é especializado em listar os narcóticos disponíveis no mercado dos Estados Unidos. Na última semana de setembro, reportagens confirmaram os primeiros casos do uso da substânica no estado do Arizona.

O Krokodil é mais barato do que a heroína e tem poder sedativo dez vezes superior à morfina, com alto grau viciante. Em sua fabricação, remédios analgésicos com efeito opiáceo são misturados a substâncias como gasolina, solventes e ácido hidroclorídrico.

O nome do narcótico se deve aos seus efeitos fatais: por conta da combinação de substâncias, o Krokodil necrosa os tecidos do usuário, deixando a pele escamosa como a de um crocodilo. Em registros chocantes, viciados na droga aparecem com partes de seus corpos em carne viva, com os ossos expostos.

A substância começou a ser utilizada na Rússia no início da década de 1990, logo após o fim da União Soviética. O país europeu é um dos maiores consumidores de heroína do mundo. Nos últimos anos, o uso do Krokodil foi registrado em outros países do Leste Europeu, como a Ucrânica.

Com a chegada da droga no Ocidente e seu preço acessível, as autoridades estão preocupadas para um possível surto de usuários. Em um artigo publicado no periódico britânico The Independent, o doutor Dr. Allan Harris, especialista no tratamento de viciados em drogas, afirmou que suspeita ter tratado um usuário de Krokodil no país europeu.

A revista médica britânica The Lancet informou que, em 2010, mais da metade das 78 mil mortes atribuídas ao uso de drogas no mundo esteve relacionada aos opiáceos.