iPad terceira geração

logo-infolab

Assim como o atual iPhone, o iPad de terceira geração teve o lançamento precedido de enorme expectativa, deixou uma ponta de frustração em quem esperava um iPad 3 revolucionário, impressionou o mundo com um recurso matador e se transformou em sucesso instantâneo de vendas. O enredo só não se repetiu no batismo do gadget. Em vez de iPad 2S, a Apple preferiu chamá-lo simplesmente de novo iPad.

Tela retina

A principal atração do novo iPad é a tela Retina Display com 2.048 por 1.536 pixels, o quadruplo da resolução oferecida no antecessor. O conteúdo exibido no tablet fica com nitidez e cores incríveis. Para produzir as imagens que parecem impressas no tablet, tamanha a proximidade entre os pixels, o iPad foi reforçado com um chip com dois núcleos de processamento para tarefas gerais e quatro dedicados exclusivamente ao sistema gráfico. Outro salto tecnológico está na conectividade. O novo iPad oferece conexão à internet pela rede celular 4G no padrão LTE (Long Term Evolution). Esta tecnologia permite, na prática, velocidade média de 24 Mbps (dependendo da implementação). A câmera também avançou. A principal agora faz fotos em 5 MP e filma em 1.080p. 

O visual do novo iPad é praticamente idêntico ao do 2. O aumento da espessura, de 8,8 para 9,4 milímetros, é pouco perceptível. Já o ganho de peso é mais fácil notar. O novo iPad testado pelo INFOlab, um modelo de 32 GB com 4G, pesa 662 gramas. O iPad 2 com 3G é 49 gramas mais leve. Mas a diferença mais dramática do novo iPad para o antecessor é sentida na pele. O modelo esquenta bastante, especialmente na hora de ver vídeos e jogar (tarefas que exigem do processador). 

O novo iPad ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Lá fora, o produto segue os preços das versões anteriores. Ou seja, aqui vai custar entre 1.649 reais (16 GB) e 2.599 reais (64 GB com 4G). A Apple manteve o iPad 2 mais simples no mercado, com o preço reduzido. No Brasil, ele já está sendo vendido por 1.399 reais. Para quem pensa em comprar o primeiro tablet ou trocar o iPad original, não há mistério. O novo iPad é a melhor opção. Porém, para os donos de iPad 2, ainda mais no Brasil, onde não há redes 4G LTE, a troca pelo modelo atual exige reflexão. Quer saber se vale a pena para você? Então confira as vantagens e desvantagens a seguir.

Vale comprar: Sim 

O maior poder de sedução do novo iPad recai sobre quem adora jogar, pretende fotografar e filmar ou usa muito o tablet para a leitura. Mas é difícil para qualquer um segurar o queixo diante da Retina Display, uma tela que rompe a barreira da qualidade full HD de TVs e notebooks de última geração. Com 2.048 por 1.536 pixels, qualquer conteúdo exibido no LCD de 9,7 polegadas do novo iPad fica com cores mais vivas e um aspecto extraordinário. O visual dos filmes em 1080p e de games sofisticados já justifica o encantamento. Mas o ganho de qualidade mais evidente aparece nos aplicativos adaptados à Retina Display, especialmente nos textos. Sobre fundo branco, as letras parecem saltar. As fontes ficam com as bordas totalmente lisas, sem recortes mesmo quando ampliadas, tornando mais atraente a leitura de livros e revistas. 

A exibição de fotos também é ótima. A vantagem fica escancarada quando é feito o zoom em uma região da imagem. Mas o maior apelo do tablet para entusiastas da fotografia é a câmera de 5 MP, com mecanismo similar à do iPhone 4S e que filma muito bem em 1.080p.

O chip com quatro núcleos de processamento gráfico trabalhando exclusivamente para preencher os 3,1 milhões de pixels da Retina Display amplia a vocação de videogame portátil do iPad. Assim como a tela não decepciona na riqueza de detalhes, o chip A5X não engasga mesmo com games pesados. Segundo a Apple, ele seria quatro vezes mais possante que o Tegra 3, o processador quad-core (com doze núcleos gráficos) da Nvidia que equipa os tablets Android de última geração, ainda não lançados no Brasil. Testes independentes comprovam a superioridade do A5X para lidar com games pesados, mas não com toda essa margem. 

Se quiser ligar o novo iPad na TV, o usuário conseguirá visualizar o conteúdo em 1.080p, tanto para a reprodução de vídeo como no espelhamento da tela. Porém, isso exige a compra de um adaptador HDMI. Outra forma de transmitir o vídeo em 1080p para a TV é comprando o novo Apple TV. Só que o espelhamento pela conexão sem fio via AirPlay continua limitado a 720p. 

Como as redes 4G LTE no Brasil ainda se encontram em fase de leilão e a frequência de operação pode não ser a mesma do novo iPad, o sonho de conexões ultravelozes será realidade apenas em viagens para os Estados Unidos. Mas há sim ganho de velocidade na navegação pela rede celular no Brasil. Onde não há LTE, o novo iPad acessa a internet por 3G e por HSPA+, tecnologia considerada por alguns fabricantes e operadoras, como de quarta geração. Em medições feitas pelo INFOlab em São Paulo, a rede HSPA+ da Vivo proporcionou taxas de transmissão de 1,6 Mbps, em média, com picos de 4,4 Mbps. 

<

h3>Vale comprar: Não 

Mesmo com todo os encantos do novo iPad, quem tem um iPad 2 não deve se desesperar para ter a versão mais recente do gadget da Apple. Na verdade, quem não joga, devora livros e revistas digitais ou se atreve a bater fotos com o tablet ainda pode ficar um bom tempo com iPad 2 sem se sentir defasado. O novo chip faz uma diferença tremenda para os games, mas não nas tarefas mais comuns, executadas com velocidade similar ao experimentado no iPad 2. Outro estímulo para dispensar o novo iPad são os efeitos colaterais gerados pela Retina Display. 

A reprodução de vídeo full HD e a execução de jogos afeta duas virtudes que ajudaram a consagrar o iPad: o conforto no manuseio e a duração da bateria. Além de ser 7% mais pesado, o novo tablet esquenta bastante. Nos testes do INFOlab, a temperatura chegou a 34,5 graus, 5 graus acima do verificado no iPad 2. Nas medições da publicação americana Consumer Reports, o novo iPad atingiu 46,6 graus. 

Para desfrutar de toda a exuberância da nova tela, a biblioteca de vídeos com resolução full HD no tablet fatalmente aumentará e a instalação de aplicativos aprimorados será inevitável. Um filme em 1.080p baixado na iTunes Store tem cerca de 4 GB. Os aplicativos Retina Display são construídos com imagens com o dobro da largura e da altura. Não há uma regra para o sobrepeso dos aplicativos para o novo iPad. Em alguns da própria Apple, o tamanho triplicou (veja o quadro abaixo). A lista de games com mais de 1 GB certamente vai aumentar. Ou seja, a memória interna do novo iPad será ocupada de forma muito mais voraz. Com isso, se a decisão de compra do novo iPad for irreversível, é mais sensato optar por uma versão com pelo menos 32 GB de memória. 

Apesar de maior, a bateria do novo iPad dura menos. No INFOlab, a redução de autonomia foi de 21% em relação ao iPad 2. Apesar da queda, a duração de bateria de 6 horas e 24 minutos do novo iPad é equivalente à dos melhores tablets Android com telas de 10,1 polegadas. Outra diferença desfavorável está no aumento do tempo para a recarga da bateria. Uma carga completa no novo iPad leva quase 7 horas. Se o usuário trabalhar no tablet enquanto ele estiver plugado na tomada, a carga de bateria acumulada neste intervalo será mínima. 

Vale lembrar que o iPad continua incompatível com conteúdo em Flash e privado de conectores para cartão de memória e saída de vídeo sem o uso de adaptadores. Mas isso não deve ser problema para quem tem um iPad 2 e considera a troca por um novo iPad, certo?

Ficha técnica

Tela 9,7
Processador A5X 1,2 GHz dual core
Armazenamento 32 GB
Conectividade 4G (LTE) e Wi-Fi
Peso 662 g
SO iOS 5.1
Duração de bateria 6h24min

Avaliação técnica

Prós Tela retina; bom desempenho em jogos; câmera grava em 1.080p;
Contras Ausência de HDMI e USB; aquecimento;
Conclusão Processador A5X marca um grande avanço na produção e edição de imagens em relação ao modelo anterior. Graças a ele e à tela retina, a Apple conseguiu entregar um aparelho de qualidade e com novidades para o mercado.
Configuração 8,9
Usabilidade 9,6
Bateria 9,3
Design 8,7
Média 8.9
Preço R$ 1749