iPad 3 chega com desafio: manter vantagem da Apple

Tablet deve introduzir maior capacidade de processamento, assistente pessoal Siri e sistema retina display, que aumenta qualidade de imagem da tela

Enfim, para os applemaníacos, é chegada a tão aguardada hora. A Apple apresenta a partir das 15h, no horário de Brasília – com cobertura em tempo real de Veja.com –, o novo modelo de iPad. O tablet deve trazer, entre outras novidades, maior capacidade de processamento, o assistente pessoal Siri (presente no iPhone) e o sistema retina display, responsável por melhorar a qualidade das imagens exibidas no aparelho.

O local escolhido pelo CEO Tim Cook para a apresentação desta quarta-feira é o Centro de Artes de Yerba Buena, na Califórnia: dali, ele deve demonstrar o aparelho e anunciar a data de lançamento e os preços das seis costumeiras versões do produto: 16 GB, 32 GB e 64 GB, com ou sem conexão 3G. “Vender” o novo dispositivo ao mundo será um novo desafio para o novo presidente-executivo, o homem que substituiu o magnético Steve Jobs, morto em outubro de 2011.

O iPad 3, como vem sendo chamado por analistas e pelos futuros consumidores, é o penúltimo dispositivo da empresa a sofrer influência direta do gênio de Jobs. O último aparelho que passou pelo crivo dele a chegar ao mercado provavelmente será o iPhone 5, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano.

O nome oficial do novo iPad ainda não foi confirmado pela Apple. Especula-se que será mesmo iPad 3. Contudo, fontes das áreas de desenvolvimento de aplicativos e produção de acessórios apostam também na versão alternativa iPad HD – referência à tela de alta definição. Isso fugiria da política atual de nomenclaturas da companhia, que utiliza números para facilitar a identificação dos modelos de seus dispositivos móveis.

A despeito do nome, é certo que o iPad virou, desde o lançamento da primeira versão, em abril de 2010, objeto de desejo em todo o mundo. Desde então, vendeu impressionantes 55 milhões de unidades.

No último ano, assistiu à chegada de vários concorrentes baseados no sistema operacional Android, do Google – o que não abalou sua liderança. No último trimestre de 2011, a participação do produto da Apple no setor era de 57,6%, ante 39,1% de aparelhos com o sistema do Google. A terceira geração do iPad já nasce, portanto, com o desafio de manter a liderança. O assédio rival será cada vez mais intenso.

O iPad já chegou a dominar 96% do mercado no ano em que apareceu, mas sua queda é inevitável. A nova leva de tablets concorrentes, relativamente mais baratos, como o Kindle Fire, da Amazon, oferece uma opção aos consumidores que não gostam do sistema “fechado” da Apple, com dispositivos que não conversam bem com outras marcas, e também àqueles que acham os preços cobrados pela companhia americana muito caros (a qualidade, contudo, é inquestionável).

O iPhone viveu assédio similar. O smartphone da Apple chegou a desbancar a então líder do mercado de smartphones Research in Motion (RIM), em 2011. Contudo, meses depois, o celular de Steve Jobs foi suplantado em vendas pela plataforma Android, embutida em milhares de aparelhos de diferentes fabricantes. Seja como for, o lançamento desta quarta-feira deve aquecer o mercado e ajudar a elevar o valor das ações da Apple, cujo valor de mercado já ultrapassou os 500 bilhões de dólares.