HomePod, o caro assistente de voz da Apple, vai vingar?

O mais novo dispositivo tecnológico da fabricante de tecnologia Apple, entra em pré-venda nesta sexta-feira

O HomePod, mais novo dispositivo tecnológico da fabricante de tecnologia Apple, entra em pré-venda nesta sexta-feira.

Depois de revolucionar o mercado de celulares com o iPhone, de relógios digitais com o Apple Watch, de computadores pessoais com o MacBook e de música com o iPod a pergunta que fica é: a Apple pode mudar, de novo, o atual paradigma do mercado de assistentes pessoais por voz, já dominado por concorrentes de peso como Google e Amazon?

Atualmente, o mercado norte-americano é dominado pela varejista Amazon, cujo assistente Echo responde por algo entre 70% e 75% das vendas, de acordo com estimativas de três companhias de pesquisa que divulgaram dados no ano passado. O Google, com o Google Home, tem entre 15% e 24% desse mercado.

Além de entrar pela briga direta num mercado já competitivo, a Apple perdeu a temporada de vendas de final ano, já que adiou em mais de um mês a venda dos HomePods.

A pré-venda de hoje vale somente para Estados Unidos, Reino Unido e Austrália pelo preço de 349 dólares — uma quantia considerável se comparados aos modelos de Amazon e Google, que têm diversos modelos, com aparelhos de entrada na faixa dos 50 dólares.

Google e Amazon estão trabalhando com uma diversidade de parceiros para aumentar as capacidades de uso de voz em funcionalidades domésticas.

Já a Apple descreve o HomePod, controlada pela Siri, já conhecida dos usuários da empresa, como um especialista em música.

Problema: o HomePod só é compatível com o Apple Music, serviço de streaming de música da empresa, que não tem versão grátis, obrigando o usuário a manter uma conta mensal. As concorrentes funcionam com Spotify, Pandora e outros serviços de música.

Para a Apple é essencial emplacar um novo aparelho no mercado, na medida que seu principal produto, o iPhone, parece ter atingido um platô no mercado.

Em 2016 a empresa registrou a primeira queda na venda de aparelhos. Especialistas e investidores se perguntam é se o HomePod é o dispositivo que vai virar uma chave nesse mercado.

Quando a Apple lançou o iPhone e o iPod achava-se que o mercado desse tipo de produto estava maduro. Mas tanto smartphones quanto reprodutores de mp3 eram apenas incipientes.

Em julho de 2005, quatro anos depois do lançamento, a Apple e o iPod tinham 75% do mercado de hardware voltado para música.

Mas o mercado de tecnologia não é mais o mesmo de 2001, ou de 2007, quando foi lançando o primeiro iPhone. Será que o HomePod fará o que seus irmãos fizeram?