Holandeses continuam investigações sobre voo MH17

O voo MH17 caiu no dia 17 de julho em uma área dominada por separatistas ucranianos, possivelmente atingido por um míssil

Agentes holandeses afirmaram nesta segunda-feira que, mesmo sem tem acesso ao local do incidente, vão dar continuidade tanto à apuração para descobrir as causas da queda do voo MH17, da Malaysia Airlines, quanto à investigação criminal para determinar os responsáveis. Segundo o Coordenador de Segurança e Antiterrorismo da Holanda, Dick Schoof, mais de 200 policiais e sete promotores estão trabalhando pela incriminação dos suspeitos.

“Todas as atenções agora vão para a investigação”, disse Schoof. Se algum responsável será levado a corte pelo crime “é assunto para uma discussão diplomática”, afirmou.

O voo MH17 caiu no dia 17 de julho em uma área dominada por separatistas ucranianos, possivelmente atingido por um míssil. Todas as 298 pessoas a bordo, a maioria delas holandeses, morreram na queda.

A missão internacional responsável pela recuperação dos restos mortais das vítimas foi suspensa na semana passada devido à falta de segurança na região, onde o conflito entre separatistas pró-Rússia e o governo da Ucrânia continua. No entanto, o comandante da polícia holandesa, Gerard Bouman, informou a uma comissão do Parlamento nesta segunda-feira que a procura inicial no local do incidente foi mais eficiente do que se acreditava. “É nossa convicção que agora nós temos a maior parte dos restos mortais e dos pertences aqui na Holanda”, Bouman afirmou.

Os especialistas forenses responsáveis pelo caso já voaram de volta para a Holanda e agora trabalham em uma base militar. Eles já identificaram 65 vítimas e esperam que as análises de DNA ajudem a identificar os restos mortais das outras.

O Conselho de Segurança holandês, que lidera uma investigação internacional para descobrir as causas da queda do avião, já informou em nota que não vai “determinar culpados ou responsáveis” em suas conclusões. O conselho deve publicar um relatório preliminar no começo de setembro, baseado na análise das gravações da cabine do piloto, dos radares e de fotos de satélite.

Também nesta segunda-feira, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, chamou de “assassinato em massa” o caso da queda do MH17. “Vamos ser bem claros sobre o que aconteceu”, disse Abbott, em visita à Holanda para discutir o desastre com o premiê holandês, Mark Rutte. “298 pessoas inocentes foram assassinadas.” Fonte: Associated Press.