Holandês lança plataforma para criar aplicativos de maneira fácil

São Paulo – Enquanto apresenta o AppMachine, o holandês Siebrand Dijkstra repete por pelo menos cinco vezes qual é o objetivo do serviço lançado oficialmente em junho...

São Paulo – Enquanto apresenta o AppMachine, o holandês Siebrand Dijkstra repete por pelo menos cinco vezes qual é o objetivo do serviço lançado oficialmente em junho deste ano: criar aplicativos muito bonitos e que podem ser desenvolvidos por qualquer pessoa.

“Nós não construímos softwares fáceis, não construímos softwares baratos: desenvolvemos softwares lindos! Em todas minhas empresas, sempre tive a preocupação de construir programas visualmente atraentes”, afirmou Dijkstra em uma conversa com a INFO.

Em passagem pelo Brasil, onde participou da conferência The Next Web, o holandês se mostra empolgado com seu novo projeto. Antes do AppMachine, o empreendedor fundou a startup SchoolMaster, desenvolvedora de aplicativos educativos utilizados por 80% das escolas holandesas de Ensino Médio.

“Eu sou um empreendedor e queria fazer coisas novas, ser um rebelde. E isso é meio difícil quando você controla 80% do mercado. Por isso, decidi que era o momento de seguir em frente e trabalhar em um mercado menos restrito e mais horizontal”, disse Dijkstra.

Interessado em expandir seus negócios para um público mais amplo, o empreendedor queria implantar sua filosofia de beleza no mercado de aplicativos para smartphones. Com uma equipe de 29 pessoas, os funcionários do AppMachine se instalaram em um prédio na cidade holandesa de Heerenveen, próxima à capital Amsterdam, e gastaram quase 120 mil horas em programação até lançar oficialmente o serviço.

Em pouco mais de dois meses, o AppMachine já foi utilizado por mais de 39 mil pessoas, espalhadas em 140 países, que já criaram cerca de 25 mil aplicativos. Disponível para Android e iOS, a plataforma permite criar um app e customizá-lo: fazendo analogia com o brinquedo Lego, Dijkstra afirma que  é possível reunir uma série de “bloquinhos” em um mesmo programa, com diferentes funções como redes sociais, loja online, pontos de interesse e informações de contato. Além disso, é possível alterar as cores, ícones, transições e animações.

“O AppMachine foi pensado para as pequenas e médias empresas. Se o dono de um negócio deseja criar um aplicativo em poucas horas, ele consegue fazer isso de maneira fácil”, disse Dijkstra.

O desenvolvimento do aplicativo é gratuito, mas a partir do momento em que o app é publicado oficialmente, o serviço passa a ser cobrado com três planos de assinatura que permitem diferentes funções de personalização: o mais barato sai por 119 reais ao mês, enquanto o serviço mais caro, que habilita ferramentas avançadas de desenvolvimento, custa 269 reais mensais.

Em 28 de agosto, o AppMachine iniciou suas operações no Brasil. De olho no mercado em crescimento de smartphones do país, o serviço foi completamente traduzido para português, com o apoio de Miguel Tavares, gerente brasileiro da empresa que viveu durante 20 anos na Holanda. 

“Para mim, a beleza é um verbo. Então, se eu conseguir criar uma plataforma capaz de motivar as pessoas a produzirem apps bonitos, criando um ecossistema de desenvolvedores, minha missão estará completa”, afirmou Dijkstra.