Hackers utilizam senhas fracas como usuários comuns, aponta estudo

Apenas 10% de 40 mil senhas avaliadas em anos de análise de malware estavam 'além da capacidade normal de adivinhação ou quebra de segurança'

Aparentemente, utilizar senhas fracas não é um problema apenas dos usuários comuns. De acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) pela empresa de antivírus Avast, os hackers também não costumam escolher senhas fortes.

Apenas 10% de 40 mil senhas avaliadas em anos de análise de malware estavam “além da capacidade normal de adivinhação ou quebra de segurança”, disse Antonín Hýža, pesquisador da empresa, em um post de blog.

O restante avaliado trouxe dados interessantes: quase nenhuma das senhas continha letras maiúsculas, apesar de especialistas constantemente recomendarem um mix de caracteres maiúsculos e minúsculos. A maioria usa palavras em inglês, sendo “hack” a mais frequente. Com média de tamanho de 6 caracteres, apenas 52 senhas utilizavam mais do que 12 deles.

Um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Splash Data mostrou que a conhecida “123456” ficou no topo na lista das piores senhas do ano passado, seguida por “password” e “12345678”.

O único exemplo minimamente seguro presente na classificação foi “trustno1” (confie em ninguém, em inglês), que caiu doze posições no ranking.