Hackers roubam milhões de senhas de seguradora

A Anthem, uma das maiores companhias de seguro-saúde dos Estados Unidos, sofreu o pior ataque hacker já registrado numa empresa desse ramo

São Paulo — Milhões de senhas de clientes da Anthem, uma das maiores empresas de seguro-saúde dos Estados Unidos, foram furtadas por hackers. Numa mensagem em seu site, a Anthem reconhece que foi vítima de um “sofisticado ciberataque”. 

“Informações pessoais dos clientes da Anthem, incluindo as minhas, foram obtidas durante essa violação de segurança. Nós compartilhamos sua preocupação e sua frustração. Eu asseguro que estamos trabalhando sem parar fazendo tudo que podemos para proteger melhor seus dados”, afirma Joseph Swedish, CEO da Anthem, num comunicado.

A empresa diz que detectou a invasão no último dia 29. Agora, o ataque está sendo investigado pelo FBI. Além disso, a Anthem contratou a empresa especializada Mandiant para ajudá-la a encontrar e corrigir brechas de segurança em seus computadores.

Embora os hackers tenham tido pleno acesso às contas, Anthem afirma que não encontrou evidências de que informações sobre a saúde dos clientes ou dados de seus cartões de crédito tenham sido roubados. 

Ela diz que vai oferecer, aos clientes afetados, um serviço gratuito de proteção de identidade e monitoração de crédito. O objetivo seria detectar e impedir eventuais usos criminosos das informações furtadas.

O ataque é mais um numa série de invasões a computadores de grandes empresas americanas. Há pouco mais de um ano, hackers roubaram dados de cartões de crédito de 40 milhões de clientes da rede de supermercados Target

Poucos meses depois, invasores furtaram informações pessoais de 83 milhões de correntistas do banco JPMorgan Chase. E, em novembro, hackers atacaram os computadores da Sony Pictures e roubaram uma enorme quantidade de dados armazenados, incluindo filmes ainda inéditos.

O governo americano afirmou que a Coreia do Norte seria responsável pelo ataque à Sony Pictures. O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, disse que aquele foi o pior ciberataque já registrado contra interesses americanos.