Google anuncia lançamento de smartphone com sensores de radar

Google também anunciou seu primeiro laptop com preços moderados, os primeiros fones de ouvido sem fio e atualizações para o seu roteador wifi

Nova York/São Francisco/Berlim — O Google revelou nesta terça-feira novos smartphones Pixel com câmeras de alta qualidade, sensor de radar e um assistente virtual mais rápido, mas não trouxe o suficiente para diferenciar o smartphone de dispositivos rivais e amenizar preocupações sobre o preço.

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Os smartphones Pixel 4, com opção de dois tamanhos, foram apresentados num evento em Nova York, no qual o Google também anunciou seu primeiro laptop com preços moderados, os primeiros fones de ouvido sem fio e atualizações para o seu roteador wifi e seu assistente inteligente.

O Google começou a desenvolver hardwares há cerca de quatro anos, apostando que poderia introduzir inteligência artificial em dispositivos mais rápido e melhor do que os rivais e que os consumidores clamavam por esses recursos. A estratégia gerou resultados mistos.

Seus dispositivos de preço mais baixo têm sido os mais vendidos, mas estão longe de serem os principais impulsionadores de lucro. Dispositivos com preços mais altos, como os telefones Pixel, ganharam pouca força em relação aos líderes do setor, como a Samsung e a Apple devido ao marketing limitado.

O Pixel de quarta geração será vendido a partir de 799 dólares, na versão com a tela de 5,7 polegadas, e 899 dólares com a tela de 6,3 polegadas, e pela primeira vez todas as quatro principais operadoras de telefonia móvel dos EUA oferecerão os smartphones a partir de 24 de outubro.

Um novo recurso baseado na tecnologia de radar pular músicas ou emitir outros comandos movendo as mãos sobre a tela.

Os telefones incluem uma lente telefoto e um software aprimorado para tirar fotos do céu noturno. O Google Assistant foi integrado ao dispositivo para reduzir o tempo de resposta.

Sherry Lin, gerente de produtos Pixel, disse que o Google testou a adição da tecnologia de rede 5G, mas descobriu que “simplesmente não funcionava muito bem se árvores e edifícios atrapalhassem”.