Fukushima cria equipe para lidar com água radioativa

Tóquio - A companhia operadora da usina nuclear de Fukushima, Tokyo Electric Power (Tepco), anunciou a criação de uma equipe especial formada por cerca de centena...

Tóquio – A companhia operadora da usina nuclear de Fukushima, Tokyo Electric Power (Tepco), anunciou a criação de uma equipe especial formada por cerca de centena trabalhadores para lidar com o grave problema de água radioativa acumulada na central.

A Tepco tentará controlar o líquido contaminado para evitar novos vazamentos ao mar e nos tanques de armazenamento. Para essa missão, designou uma equipe específica que será liderada pelo presidente da própria empresa, Naomi Hirose, e administrada pelo vice-presidente, Zengo Aizawa.

Mais da metade desta equipe, que conta com 60 técnicos, se dedicará ao controle e revisão das quase 1.000 piscinas de armazenamento de água contaminada por meio de termógrafos.

A companhia revelou na semana passada vazamentos a partir de um destes tanques de até 300 toneladas de material radioativo, e descobriu altos índices de radiação na parte inferior de outros dois, todos do mesmo modelo de tanque.

Neste sentido, a companhia anunciou a instalação de indicadores para controlar o tempo todo o nível de água nas cerca de 350 piscinas deste modelo defeituoso, fabricado de maneira apressada após a crise nuclear de março de 2011.

O anúncio da Tepco foi dado um dia após a visita do ministro da Indústria, Toshimitsu Motegi, que exigiu da operadora o início o mais rápido possível de um novo sistema de tratamento de água contaminada, capaz de eliminar 62 tipos diferentes de material radioativo, e a tomar mais medidas para acabar com os vazamentos.

Segundo a roteiro, a Tepco deveria iniciar esse novo sistema de reciclagem de água contaminada, fabricado pela Toshiba e conhecido como Sistema de Processamento Avançado de Líquido (ALPS), em meados de setembro, detalhou o jornal ‘Nikkei’ em sua edição desta terça-feira.

O ministro afirmou que o governo dará ‘um passo adiante’ em sua ajuda à Tepco para resolver os vazamentos na usina, que segundo estimado libera ao mar 300 toneladas diárias de água radioativa.