Facebook usa inteligência artificial para evitar problemas em eleições

CEO da rede social disse que toma medidas para evitar casos como o da empresa Cambridge Analytica, que teve acesso a dados de 87 milhões de pessoas

São Paulo – Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, afirmou que a rede social usou algoritmos de inteligência artificial para apagar contas falsas e evitar a propagação de fake news (notícias falsas) na rede social durante eleições em diferentes países, depois dos problemas de influência russa dos quais a empresa foi acusada na eleição americana de 2016.

No entanto, o discurso de ódio, que pode ter diferentes nuances, ainda não pode ser propriamente identificado e apagado por inteligência artificial na plataforma. A estimativa é que isso comece a acontecer em cinco ou dez anos, de acordo com o Facebook.

A declaração de Zuckerberg foi dada durante seu depoimento no Congresso dos Estados Unidos, em uma análise pública do vazamento de dados de 87 milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica, que atuou na campanha eleitoral de Trump.

Zuckerberg durante seu depoimento no Congresso dos Estados Unidos, em uma análise pública do vazamento de dados de 87 milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica. Foto: Reuters Zuckerberg durante seu depoimento no Congresso dos Estados Unidos, em uma análise pública do vazamento de dados de 87 milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica. Foto: Reuters

Zuckerberg durante seu depoimento no Congresso dos Estados Unidos, em uma análise pública do vazamento de dados de 87 milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica. Foto: Reuters (./Reuters)

Os dados teriam sido obtidos a partir de um teste de personalidade no Facebook, que foi usado por cerca de 270 mil pessoas. Tanto as informações pessoais dessas pessoas quanto as de seus amigos na rede social foram vendidos para Cambridge Analytica, ao custo, indicado pelo Congresso, de 800 mil dólares.

Zuckerberg argumenta que fez melhorias na plataforma e que não permite mais a coleta massiva de dados desde 2014, quando corrigiu a vulnerabilidade na lista de amigos dentro das ferramentas de desenvolvedores de aplicativos na rede social.

Vale lembrar que Zuckerberg disse, repetidas vezes nos últimos dias, que quer garantir que as eleições presidenciais brasileiras não sejam afetadas por problemas como fake news, influência estrangeira ou compartilhamento indevido de informações.

Zuckerberg disse ainda que sua empresa irá solicitar dados sobre a localização e a identidade de pessoas que fizerem propaganda política na sua plataforma.