EUA proibirão dispositivos eletrônicos descarregados em voos

Americanos temem que os extremistas possam usar microcomputadores e smartphones em novas táticas para atacar aviões

Washington - Os dispositivos eletrônicos descarregados e incapazes de serem acionados não serão admitidos a bordo de <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/avioes">aviões</a></strong> com destino aos <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/estados-unidos">Estados Unidos</a></strong>, informou neste domingo a agência de transporte aéreo (TSA).</p>

“Durante a inspeção de segurança, os agentes poderão pedir que os proprietários liguem seus dispositivos” eletrônicos, destacou a TSA, advertindo que todos os dispositivos eletrônicos serão submetidos à vistoria.

“Os dispositivos descarregados não serão permitidos a bordo do avião. O viajante também poderá sofrer uma revisão adicional”.

Os exames de dispositivos eletrônicos como microcomputadores e smartphones têm como base o temor de que extremistas possam usá-los em novas táticas para atacar aviões.

“A TSA continuará aplicando medidas para garantir a segurança dos viajantes nos mais altos níveis”.

Os viajantes que chegam aos Estados Unidos procedentes da Europa e do Oriente Médio têm enfrentado uma férrea segurança aérea diante dos temores de que a rede Al-Qaeda esteja desenvolvendo explosivos indetectáveis.

As autoridades francesas e britânicas aconselharam os passageiros a prever um tempo adicional tendo em conta as novas medidas de segurança, sem precisar os novos procedimentos.

O departamento de Segurança Interna (DHS) orientou a TSA a exigir das empresas aéreas e das autoridades aeroportuárias na Europa e em outras regiões que examinem os sapatos dos passageiros com destino aos Estados Unidos e incrementem as revistas aleatórias, revelou a rede de televisão ABC News, que cita uma ameaça “diferente e mais alarmante”.

O secretário do DHS, Jeh Johnson, disse na quinta-feira que se trabalha para que tais operações causem “o mínimo de transtornos possíveis aos passageiros”.

Na quarta-feira passada, os Estados Unidos exigiram publicamente uma maior segurança nos aeroportos da Europa e do Oriente Médio envolvendo os voos para o território americano.

Os serviços de Inteligência estão atentos, especialmente, à Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), o braço iemenita da rede extremista. Algumas agências acreditam que a AQAP está ensinando combatentes que lutam na Síria a fabricar bombas para atacar objetivos ocidentais.