Estúdios de cinema respondem ao protesto que apagou a internet

Centenas de sites saíram do ar hoje em protesto contra leis antipirataria que tramitam no Congresso americano e que são apoiadas pela indústria do entretenimento

São Paulo – Quem tentou acessar a páginas em inglês da Wikipedia, por exemplo, deve ter notado que está impossível navegar por ela. Mas a página da enciclopédia virtual e colaborativa não é a única paralisada hoje. É impossível contabilizar ao certo, mas é possível afirmar que centenas de sites espalhados pela web desativaram seus serviços.

O motivo é protestar contra dois polêmicos projetos de lei em tramitação no Congresso americano, Sopa (Stop Online Privacy) e PIPA (Protect IP Act). Ambos têm como objetivo combater a pirataria na internet e tem apoio quase que irrestrito de grandes corporações da indústria do entretenimento, como gravadoras e estúdios de cinema.

Em nota oficial, o MPAA (Motion Picture Association of America), organização que reúne grandes nomes desta indústria, condenou com veemência o protesto. A mobilização histórica na internet foi orquestrada pela organização Fight for the Future e é apoiada por nomes como Google, Mozilla, Wikipedia e tantos outros sites. 

De acordo com o presidente da entidade, o ex-senador Chris Dodd, a atitude dos “grupos de interesse de empresas de tecnologia” é vista como manobra para colocar o público contra o outro lado da moeda, formado por aqueles que se posicionam a favor dos projetos.

Ainda no comunicado, Dodd declara que a mobilização é “irresponsável, um desserviço aos usuários que dependem destes sites para ter acesso à informação. Um abuso de poder considerando a liberdade que tais empresas têm hoje no mercado”.

Por fim, e entidade solicita que a Casa Branca e Congresso chamem a atenção daqueles que participam do apagão para os fatos e para a discussão real sobre como combater a pirataria com eficiência.