Estas três tendências de pagamentos devem mudar as compras em 2019

Você gosta de ficar esperando na fila quando vai comprar alguma coisa? Sua resposta a essa pergunta, provavelmente, é não–e as lojas sabem disso

São Paulo – Pagar ficará mais fácil ao longo de 2019. Ao menos, é isso que esperam as empresas que processam pagamentos. Com o consumidor com crescente importância nas estratégias de lojas físicas, supermercados e lojas online, o ato de pagar, com ajuda do celular, será cada vez mais simples.

Com 95% dos brasileiros usando o smartphone para acessar a internet, segundo dados do IBGE, o aparelho se torna uma das principais ferramentas de compras, conforme avançam as soluções de pagamentos virtuais.

De 2017 para 2021, globalmente, o número de pessoas que realizam pagamentos móveis passará de 2,77 bilhões para 9,14 bilhões, de acordo com previsão da consultoria Ovum TMT Intelligence. A quantidade de transações saltará de 11,94 bilhões para 65,69 bilhões no mesmo período. Em valor, os números são de 481,37 bilhões de dólares para 2,74 trilhões de dólares.

Confira a seguir as principais tendências desse segmento para 2019, segundo a Adyen.

Carteiras digitais

As carteiras digitais que ficam dentro do smartphone e permitem pagamentos via celular cresceram em 2018. O ano foi marcado pela chegada do Apple Pay, nos iPhones, e pela ampliação de cartões disponíveis no Samsung Pay.

De setembro a novembro de 2018, o volume de transações por meio de carteiras digitais aumentou 50% na plataforma da Adyen, empresa global de tecnologia de pagamentos.

A Evino, e-commerce de venda de vinhos, aposta nas carteiras digitais para os próximos anos. A empresa foi uma das primeiras a implementar a tecnologia no país. Ela permite pagamentos por meio de Samsung Pay, Google Pay e Apple Pay. Juntas, as carteiras digitais representaram mais de 7% das transações da loja virtual em menos de seis meses de implementação das carteiras digitais. No caso do Google Pay, o percentual de compras feitas por navegadores de internet em smartphones chega a mais de 12%.

Luís Alegria, da Evino, afirma que os pagamentos móveis ganham relevância na medida em que aumenta o tempo que as pessoas passam usando o celular. Para ele, as carteiras digitais são tendência porque agilizam o processo de compras. “Não faz sentido se registrar várias vezes em diferentes serviços. As carteiras digitais podem ajudar nesse processo de compra. Nosso foco neste ano foi no mobile e 2019 devemos conseguir nos tornar mobile-first”, disse Alegria.

Soluções de pagamento de Apple, Google e Samsung eliminam problemas de preenchimento de dados, que podem culminar em vazamento de informações sensíveis e fraudes, e podem ser usadas não só em pagamentos pontuais, mas também em assinaturas.

Jean Christian Mies, presidente da Adyen para a América Latina, conta que as pessoas passaram a comprar produtos mais caros com o smartphone. “O ticket médio aumentou no último ano. As pessoas compraram produtos de moda e eletrônicos diretamente pelo celular”, disse Mies.

Integração de estoque

Você já foi a uma loja física à procura de um produto e saiu de mãos abanando porque ele estava fora de estoque na unidade que você visitou? As lojas físicas já começaram a ver esses casos como oportunidades.

Com integração do estoque em uma plataforma digital, o consumidor por efetuar a compra na loja e receber o produto em casa, caso o item desejado não esteja prontamente disponível. Isso já acontece em algumas lojas no Brasil, como a loja de roupas Amaro.

Pagamento no celular (mesmo dentro da loja)

Você gosta de ficar esperando na fila quando vai comprar alguma coisa? Sua resposta a essa pergunta, provavelmente, é não–e as lojas sabem disso.

Em 2019, veremos mais iniciativas contra as filas. Com a unificação de canais físicos e digitais, será possível que você escolha o item na loja física e pague por ele via celular, sem perder seu tempo em filas.

Essa tendência indica uma mudança de comportamento de compra, puxada pela geração Z, que adota soluções de pagamentos via celular de forma intuitiva. “Estamos na era do consumidor. Ele ganhou muito poder perante os produtos por causa dos canais digitais. Ele pode influenciar o que é produzido, vendido ou mesmo de que maneira algo é vendido”, disse Mies.