Cachorros robôs são nova aposta para agilizar entregas

Sistemas automatizados deverão ser responsáveis por mais de 80% das entregas feitas no futuro

São Paulo — Cachorros robôs saindo de dentro de uma minivan autônoma, correndo para todos os lados e levando pacotes aos seus destinatários. É isso que a fabricante alemã de peças automotivas Continental imagina como o futuro das entregas, conforme demonstrado na Consumer Electronics Show (CES) deste ano.

A proposta da empresa, ainda sem data para estrear no mercado, é usar os cães robóticos para completar a última etapa de todo o processo de correspondência. Eles entrariam em prédios e iriam até as pessoas com caixas e envelopes, enquanto o veículo autônomo, o pequeno Continental Urban Mobility Experience (CUbE), os aguardaria na calçada.

A ideia pode servir como uma alternativa aos drones que a Amazon tem testado e também a outros conceitos de robôs entregadores já mostrados por outras empresas. Na lista de marcas que apostam nesse nicho, aparecem desde grandes nomes, como o da Segway e o da Thyssenkrupp — aquela mesma, dos elevadores —, até menores, como o da Marble, que trabalha em parceria com o Yelp, e da Nuro, fundada por ex-funcionários do Google.

Na estimativa de uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey, sistemas automatizados como esses devem ser responsáveis por mais de 80% das entregas feitas “no futuro”. Essas soluções deverão ser bastante úteis para suprir uma demanda crescente por entregas feitas no mesmo dia e também por opções mais baratas. Só resta saber se os métodos de entrega mais populares envolverão robôs com rodinhas ou cachorros autônomos.