Empresa de sucos lança pulseira inteligente

A carioca Do Bem incrementou o lançamento do seu e-commerce com uma pulseira que monitora os exercícios, calorias queimadas e a qualidade do sono

São Paulo – A carioca Do Bem ficou conhecida por seus sucos naturais em caixinha, sem conservantes ou aditivos. Mas para incrementar o lançamento do seu e-commerce, que entra em funcionamento a partir desta terça-feira, 22, a empresa aposta em um novo produto, uma pulseira inteligente que monitora os exercícios, calorias queimadas e também a qualidade do sono dos usuários.

A novidade tenta pegar carona em um segmento de tecnologia que ainda engatinha no Brasil e no mundo, mas que deve crescer bastante nos próximos anos.

O mercado mundial dessas pulseiras é disputado pelas principais empresas do setor e deve saltar de 1,8 milhão de unidades vendidas em 2013 para algo como 8 milhões no fim de 2014 e mais de 45 milhões até 2017, segundo relatório produzido pela Canalys, empresa de análise de mercado.

No Brasil, gigantes do segmento como a Sony, dona da SmartBand, e a Samsung, que lançou há pouco no País a GearFit, tentam aproximar o brasileiro do produto.

Marcos Leta, idealizador da marca de sucos, acredita que a pulseira vai responder por 18% do faturamento da empresa nos próximos anos.

Ele não revela quanto investiu para trazer o produto nem a expectativa de vendas, mas afirma que a marca pretende faturar R$ 180 milhões até 2016. “Acredito que também vá refletir na venda dos sucos, mas ainda é muito cedo para dizer quanto.”

A Do Bem máquina, como o produto foi batizado, custará R$ 299 e segue o estilo das outras pulseiras que chegam ao mercado brasileiro. “Mas o desenvolvimento foi todo feito aqui e levou dois anos. Nasceu no Rio, mas foi feito com as melhores peças do mundo”, afirma Leta.

Ela não tem um display como a peça da Samsung, mas pontos de LED que sinalizam o quão próximo o consumidor está, por exemplo, de atingir a sua meta na corrida.

Praticamente toda a interface é feita por um aplicativo de celular, sincronizado com a pulseira. No momento, ele está disponível para iPhone 4S ou modelo superior, mas uma versão para Android deve estar disponível em poucos meses.

Segundo o empresário, a ideia surgiu em 2012, quando seus clientes começaram a pedir por outros produtos da marca, como camisetas e bonés. Foi este o motivo que fez a empresa abrir um e-commerce, que não venderá sucos, e também pensar na pulseira.

“Eles queriam se identificar com um estilo de vida saudável, que é a nossa cara. Então começamos a pensar em como podíamos oferecer não apenas o combustível, mas uma experiência saudável mais completa”, afirma Leta.

Para o coordenador do curso de Sistema de Informação em Comunicação da ESPM, Rodrigo Tafner, a aposta não podia ser feita em melhor hora.

“O mercado de ‘wearable devices’, como smartwaches, óculos e smartbands (como a pulseira é chamada) é para onde a tecnologia caminha. Saímos do computador de mesa para o notebook, depois para o tablet e agora para o smartphone. A tecnologia vestível é o próximo passo.”

O especialista só estranha o fato de uma empresa de suco se aventurar nesse mercado. “Do ponto de vista empresarial, quem vende saúde se interessar por smartbands faz bastante sentido. Mas, do ponto de vista industrial, as coisas são bem diferentes.”

Leta minimiza esse estranhamento. “Lidamos com tecnologia desde o começo. Desde que a ideia de produzir suco de caixinha 100% natural surgiu, em 2009, a gente lida com tecnologia para fazer isso. O resultado são nossas embalagens a vácuo que garantem o frescor por mais tempo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.