Em três dias, dengue mata mais 10 em SP

Mais dez mortes por dengue foram confirmadas no interior de São Paulo desde domingo

Mais dez mortes por dengue foram confirmadas no interior de São Paulo desde domingo. Oito óbitos foram relatados só nesta terça-feira em Itapira, região de Campinas. A cidade de 72 mil habitantes, que desde janeiro está em situação de emergência, já tinha confirmada uma vítima neste ano e tem 3.125 casos.

Outras duas mortes foram registradas no domingo, em Penápolis e Marília. Em Penápolis, cidade da região noroeste do Estado, são seis óbitos confirmados, 1.285 casos relatados e 808 aguardando confirmação. Em Marília, no centro-oeste, um homem de 65 anos que estava internado na Santa Casa teve a morte por dengue confirmada no atestado de óbito. Em Mogi Guaçu, região de Campinas, o prefeito Walter Caveanha (PTB) foi internado com dengue no Hospital São Francisco, no domingo. A cidade registra 1.129 casos.

Algumas cidades que registram as maiores incidências de dengue no interior dão informações incompletas sobre os números da doença em seus sites na internet. Embora a maioria das prefeituras inclua boletins diários sobre a epidemia, o número de mortes confirmadas ou sob investigação não é informado. Uma das razões seria evitar alarme.

Com grande número de casos, por exemplo, Catanduva emite relatórios atualizados sobre a doença, mas omite os óbitos. A cidade tem 24 mortes neste ano com diagnóstico apontando para a dengue – seis já confirmadas. “As outras mortes em investigação podem ser, como podem não ser, óbitos por dengue”, informou a assessoria da prefeitura. O site da prefeitura de Rio Claro também divulga boletins semanais, mas não há menção ao óbito já confirmado na cidade. Em nota oficial, a prefeitura limita-se a descartar um segundo caso suspeito.

Já em Marília, com 6.774 registros da doença, o boletim da dengue não cita as quatro mortes confirmadas e nove sob apuração. O Jornal da Manhã buscou certidões de óbitos em hospitais e fala em 15 mortes. Mas o município informou que não faz estatística com base em casos da imprensa. O jornal alegou ter sido pressionado a retificar os números, sob ameaça de processo, mas não recuou.

José Maria Tomazela