Em primeira Copa com VAR, 9 pênaltis são marcados em 16 jogos

A revisão dos lances durante a primeira rodada da Copa permitiu que pênaltis fossem marcados a favor de França, Suécia e Peru

Moscou – Nove pênaltis foram marcados nas 16 partidas da primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018, a primeira que utiliza o sistema de árbitro de vídeo (VAR), três a mais do que no Mundial disputado há quatro anos no Brasil.

O novo sistema contribuiu para a estatística. A revisão dos lances permitiu que pênaltis fossem marcados a favor de França, Suécia e Peru, sem que o juiz tenha visto o lance inicialmente.

No caso de suecos e franceses, a revisão foi decisiva para as vitórias das duas seleções. Cueva, ex-jogador do São Paulo, isolou a cobrança marcada pelo VAR, e o Peru foi batido pela Dinamarca.

O primeiro pênalti apitado nesta Copa do Mundo foi entre Espanha e Portugal. Nacho Fernández derrubou Cristiano Ronaldo, que não desperdiçou a oportunidade e marcou o primeiro de seus três gols no empate por 3 a 3 entre as duas seleções.

Além de Cueva, o craque argentino Lionel Messi foi para a marca de cal contra a Islândia, mas Hannes Halldórson defendeu, garantindo o empate histórico para a seleção de seu país. Todos os outros jogadores converteram as cobranças para suas seleções.

Na Copa de 2014, os seis pênaltis marcados foram convertidos.

O pênalti cometido pelo volante Carlos Sánchez no terceiro minuto da partida entre Japão e Colômbia, aos três minutos do primeiro tempo, provocou a primeira expulsão da Copa do Mundo de 2018 e a segunda mais rápida da história dos Mundiais.

O uso do VAR também abriu espaço para polêmica: a CBF enviou uma carta à Fifa reclamando de lances não marcados para o Brasil no empate contra a Suíça, por 1 a 1. As críticas são sobre um empurrão sofrido por Miranda no lance do gol de Zuber e um pênalti cometido sobre Gabriel Jesus por Akanji.

O inglês Harry Kane também reclamou de dois pênaltis sofridos por ele que pareceram claros nos replays na televisão.