EDP Ventures e Inseed investem 6,5 milhões de reais em empresa brasileira

Empresa Dom Rock utiliza inteligência artificial para melhorar o desempenho de corporações

São Paulo – A EDP Ventures Brasil, iniciativa do Grupo EDP para realizar investimentos de capital de risco (corporate venture capital), se uniu com a Inseed Investimentos para dar um aporte de 6,5 milhões de reais à empresa Dom Rock, que faz uso da tecnologia para prestar consultoria e análise de desempenho avançada a grandes companhias.

Por meio do Starter, programa de aceleração de startups focadas em novas tecnologias, a brasileira Dom Rock se destacou na edição de 2018 por sua inovação para grandes corporações. Em entrevista a EXAME, o fundador da empresa, André Almeida, revelou que o foco é manter uma análise recorrente do desempenho de cada companhia através de três passos, que envolvem inteligência artificial.

De início, um dado – podendo ser uma imagem, um áudio ou um texto -, é enviado para a plataforma – que é um serviço de big data em nuvem -, onde seu conteúdo é absorvido. Depois, a técnica de machine learning é utilizada para descobrir a causa raiz do dado, e como este será útil para a companhia. Por último, a consideração final consiste em entregar uma resposta para o encomendador do estudo. Esse processo pode durar de 2 até 10 semanas.

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Segundo Almeida, firmar uma parceria financeira com a EDP e com a Inseed é aumentar o nível de competitividade – já que a empresa brasileira estará em mais evidência no mercado internacional. “Nos provoca a pensar em uma escala global competitiva, e ir para o mundo afora”, disse a EXAME.

Para a EDP, é de extrema importância incentivar empresas brasileiras que demonstrem enfoque em tecnologia de dados. De acordo com Livia Brando, gestora executiva que representa a EDP no Brasil, é necessário explorar as grandes companhias existentes no país. Por meio do investimento em conjunto, a EDP e a Inseed desejam explorar as possibilidades da Dom Rock em nível global – algo que a empresa já conquistou parcialmente.

O primeiro investimento que a empresa realizou em um projeto brasileiro foi em 2017, quando destinou 1,5 milhão de reais para a startup cearense Delfos, que utiliza técnicas de inteligência artificial para aprimorar o desempenho de usinas geradoras de energia.

Até o momento, o Brasil não está dentro das previsões para o futuro do mercado de inteligência artificial em nível global. De acordo com a companhia de análise de investimentos Asgard, o país está na 17ª posição no ranking de países com mais startups dedicadas exclusivamente para inteligência artificial, tendo pouco mais de 26 – até 2018 – em seu território. A expectativa é que o mercado arrecade cerca de 70 bilhões de dólares, mundialmente, em 2020.