Drones entregadores da Amazon poderão rastrear clientes

Uma patente registrada pela empresa revela que seus drones entregadores poderão ser bem mais inteligentes do que parecem e rastrear clientes

Uma patente registrada pela Amazon – e encontrada nesta semana pelo site VentureBeat – revela que os drones entregadores da empresa poderão ser bem mais inteligentes do que parecem.

O documento, colocado no ar no último dia 30 de abril, se refere a uma tecnologia batizada de Bring It To Me (“Traga até mim”, em tradução livre), que pode tornar os veículos não-tripulados capazes de rastrear os clientes na hora de levar um produto.

A entrega é feita dessa forma a pedido do próprio consumidor, que poderá selecionar o método na hora da compra, segundo a imagem que acompanha a patente.

Nesse processo, o usuário informa sua localização com base em um smartphone ou em uma rede móvel (3G, 4G ou Wi-Fi), e pode até optar por definir sua localização por meio do GPS de seus telefones.

Os dados fornecidos ao drone ainda podem ser atualizados conforme o usuário se movimenta, até que o produto seja de fato entregue.

Nesses casos, a posição do cliente passa a ser determinada de acordo com a localização da rede em que seu celular (ou qualquer outro dispositivo móvel) está conectado.

É um sistema que, ao menos no papel, parece ser bem mais eficiente do que esperar a entrega chegar em casa.

A patente ainda descreve que os drones deverão ser capazes de se comunicar uns com os outros para trocar informações sobre clima e condições da rota que farão.

Eles também utilizarão radares, sonares, sensores infravermelhos e câmeras, entre outros componentes, para determinar se o local em que vão pousar é seguro – ou seja, livre de pessoas e animais, que podem não gostar de um quadcóptero pousando em suas cabeças, ou de outros obstáculos, que acabariam danificando sua estrutura.

Ainda não há uma data definida para que essas tecnologias sejam implementadas nos drones da Amazon, que estão em fase de testes no Canadá.

Mas mesmo que elas sejam aplicadas em breve, não significa que veremos entregadores-robôs seguindo pessoas na rua tão cedo: o uso de veículos não-tripulados ainda é restrito em locais como os EUA, onde a empresa é sediada.

E isso pode limitar bastante a popularização do método.