Dilma quer barrar aluguel na TV, diz jornal

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, presidente pretende acabar com compra paralela de tempo para exibição de programas religiosos e comerciais

São Paulo – De olho na comercialização paralela de espaços na televisão, o governo deverá lançar um pacote de medidas que coibirá esse tipo de negociação. Segundo reportagem da Folha de São Paulo deste domingo, o fim do aluguel de horário em emissoras de rádio e TV deverá impactar a exibição de programas religiosos e comerciais nesses veículos.

De acordo com levantamento da Intervozes utilizado na matéria, Globo e SBT estão entre as poucas empresas que não aderem à prática. Enquanto a Bandeirantes vende espaço para a Igreja Internacional da Graça de Deus, a Rede TV! faz o mesmo com a Igreja Mundial do Poder de Deus e com rede farmacêutica Ultrafarma.

Na TV Gazeta, o Polishop, do empresário João Appolinário, ocupa dez horas semanais. A Record não informa se compra os programas religiosos que veicula – seu fundador, Edir Macedo, é da Igreja Universal do Reino de Deus.

Caso vá para a frente, o decreto fará com que as empresas tenham que adquirir programas produzidos externamente para terem a possibilidade de exibi-los. Na prática, reforça a Folha, isso faria com que elas deixassem de cobrar pelo tempo na grade, perdendo uma importante fonte de arrecadação.

Por outro lado, o governo daria carta branca para as emissoras comercializarem serviços de dados. Atualmente, apenas as companhias de telecomunicação podem fazê-lo.